Covid-19

Governo Federal inicia desabilitação de leitos criados para atender pacientes de covid-19

De acordo com Marcelo Queiroga, ministro da Saúde, com o avanço da vacinação o número de casos de covid-19 teve uma queda significativa, permitindo tal ação

Maria Luiza Machado
26/10/2021 às 16:14.
Atualizado em 26/10/2021 às 16:14
De acordo com o ministro o número de leitos irá seguir as orientações da OMS (Reuters / Kai Pfaffenbach / Direitos Reservados)

De acordo com o ministro o número de leitos irá seguir as orientações da OMS (Reuters / Kai Pfaffenbach / Direitos Reservados)

Marcelo Queiroga, ministro da Saúde, divulgou nesta terça-feira (26) que o governo federal iniciou a desabilitação de leitos de terapia intensiva, criados para atender pacientes afetados pela pandemia de covid-19. De acordo com ele, a medida irá economizar cerca de R$ 14 milhões no orçamento do Ministério da Saúde.

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Segundo o ministro, em 2019 o Brasil tinha cerca de 22 mil leitos de UTI habilitados, e durante a pandemia ampliou o número em mais de 21 mil leitos. “Hoje dispomos de mais de 42 mil leitos de terapia intensiva. Mas não foi só habilitação, nós equipamos esses leitos com respiradores, monitores, bombas de infusão, bem como financiamos [o custeio e as equipes]”

Queiroga explicou que os leitos serão mantidos na proporção recomendada pela OMS (Organização Mundial da Saúde), mas não chegou a detalhar a quantidade. Antes da pandemia, a orientação era de 10 a 30 leitos, para cada 100 mil habitantes. 

“Nesse período, já estamos fazendo a desabilitação, porque o Brasil não necessita de 42 mil leitos. Nós queremos deixar a proporção recomendada pela OMS e estamos ajustando o financiamento. Porque se tivesse que manter esses 42 mil leitos habilitados, isso impactaria em cerca de R$ 14 bilhões no orçamento do ministério em 2022. E, diante dos problemas fiscais, que acometem todos os países, nós precisamos fazer um redirecionamento dessa questão dos leitos de terapia intensiva”, completou.

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