Brasília

‘Frente fria’ econômica ameaça ampliar rejeição de Bolsonaro

Marcos Eduardo CarvalhoPublicado em 19/09/2021 às 01:04Atualizado há 19/09/2021 às 01:04

O céu está carregado no Palácio do Planalto. Previsão de chuvas e trovoadas na capital federal. Nuvens escuras estão estacionadas sobre a cabeça do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), que vê a sua popularidade derreter

ainda mais após os atos golpistas de 7 de setembro. Ah, e isso ainda vai piorar.

A previsão é que uma frente fria da economia possa prejudicar ainda mais a imagem do capitão às vésperas do período eleitoral, dificultando o seu sonho de reeleição para mais quatro anos de mandato. A mobilização dos bolsonaristas no feriado da Independência, que teve até dança da chuva e micareta fora de época, ainda causou um efeito colateral, que foi a greve de um grupo de caminhoneiros por todo o país, gerando pânico e

medo em parte da população, temendo uma nova paralisação igual a de 2018.

Com o preço do combustível e dos alimentos em alta, uma nova greve iria piorar ainda mais a situação. Tanto é que o próprio presidente gravou um áudio pedindo para que os caminheiros ‘seguidores’ voltassem atrás. E essa frente fria prevista para os próximos meses poderá gerar uma tsunami catastrófica para o governo de Bolsonaro.

Para se ter uma ideia, o combustível já subiu mais de 40% desde o início do ano em várias cidades brasileiras, pesando e muito no bolso de quem

precisa do veículo para trabalhar, por exemplo. Além disso, a inflação prevista para 2021 aumentou e o INPC já prevê aumento de 8,4% até o final deste ano.

Por outro lado, a previsão do crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) para 2022 está na casa dos 2,5%, mas isso pode não acontecer.

Para que haja crescimento, é necessário e imprescindível que a inflação caia. Inflação alta atinge diretamente o bolso do consumidor médio e também dos mais pobres.

E, para conter isso, o remédio pode ser amargo: aumento da taxa de juros. Atualmente, a taxa anual está em 5,25%, mas deverá aumentar um ponto

percentual na próxima reunião do Banco Central. Mais juros, mais dificuldades de financiamento e população insatisfeita. Um combinação que pode ser desastrosa para Bolsonaro. 

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