Política

Eleitores arrependidos: bolsonaristas de 2018 rompem com o presidente após crises e pandemia

Dos evangélicos aos “lavajatistas”, O GLOBO ouviu ex-apoiadores do presidente que também citam episódios como a demissão de Sergio Moro

Agência O Globo - Publicado em 19/09/2021 às 05:25Atualizado há 19/09/2021 às 08:51
A ex- Bolsonarista Simone Santos Silva , 49 anos (Edilson Dantas / O Globo)

A ex- Bolsonarista Simone Santos Silva , 49 anos (Edilson Dantas / O Globo)

Eleito na onda do antipetismo, sob o discurso da nova política e das pautas de costumes, o presidente Jair Bolsonaro viu seu apoio derreter ao longo dos dois anos e nove meses de governo até mesmo entre os seus eleitores mais fiéis. Dos evangélicos aos “lavajatistas”, O GLOBO ouviu ex-apoiadores do presidente que se dizem arrependidos do voto em Bolsonaro em 2018. Entre as razões para a mudança de posição estão episódios como a demissão de Sergio Moro, a má condução da pandemia da Covid-19 e a piora na economia. O atual presidente, que se elegeu com 55% dos votos contra Fernando Haddad (PT), hoje tem o apoio restrito a 22% da população.

Pesquisa Datafolha divulgada na semana passada mostra que, entre os eleitores que votaram em Bolsonaro em 2018, 26% agora rejeitam repetir o voto no presidente para a disputa de 2022. O economista Nuno da Costa, de 62 anos, se enquadra neste cenário. Morador do Rio, Costa afirma que, por rejeitar o PT, se viu sem opção no segundo turno das eleições 2018. Hoje, ao assumir que não conhecia direito o então candidato, ele afirma que suas expectativas com Bolsonaro eram os avanços na agenda econômica liberal propagada em campanha, com privatizações e reformas administrativas que considera essenciais para o avanço do país.

Apesar disso, as promessas ainda estão longe de serem concretizadas no Congresso. Na lista prioritária do Ministério da Economia estão projetos como o Orçamento de 2022, o Auxílio Brasil, a PEC dos Precatórios e as reformas administrativa e tributária, consideradas fundamentais pela equipe do ministro Paulo Guedes, mas sem consenso entre os parlamentares.

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