Governo

Após trégua de Bolsonaro, Barroso diz que divergências devem ser absorvidas de maneira 'institucional e civilizada'

Em discurso publicado em suas redes sociais para o Dia da Democracia, ministro defendeu imprensa livre e sociedade civil organizada

Agência O Globo - Publicado em 15/09/2021 às 10:05Atualizado há 15/09/2021 às 10:13
Luís Roberto Barroso (Divulgação)

Luís Roberto Barroso (Divulgação)

BRASÍLIA — O ministro do Supremo Tribunal Federal, Luis Roberto Barroso, afirmou nesta quarta-feira que divergências na democracia devem ser absorvidas de maneira institucional e civilizada. EM discuros publicado nas suas redes sociais em alusão ao Dia da Democracia, Barroso, que também é presidente do Tribunal Superior Eleitoral também reafirmou que a democracia se encontra sob ataque do "populismo, extremismo e autoritarismo".

O discurso de Barroso ocorre em meio ao armistício entre o presidente jair Bolsonaro e o Judiciario após semanas de ataques recorrentes aos ministros do Supremo, particularmente Alexandre de Moraes.

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 A democracia é considerada o melhor regime de governo mas não necessariamente o mais fácil. Porque democracia envovle pluralismo, que é diversidade de visões de mundo, e consequentemente respeito às visões contrárias. Não é o regime do consenso. Mas aquele em que adivergência é absorvida de maneira institucional e civilizada — disse Barroso.

Barroso e Bolsonaro entraram em rota de conflito no momento em que o presidente pressionou pela adoção do voto impresso nas eleições de 2022, proposta sempre rechaçada pelo presidente do TSE.

Na ocasião, o ministro do Supremo já havia dito que a democracia estava sendo atacada, nos dias de hoje, pelo "populismo, extremismo e autoritarismo".

No seu discurso, Barroso valorizou a democracia como o sistema de governo mais bem-sucedido no mundo, superando durante o século XX o comunismo, o fascismo, o nazismo e o fundamentalismo religioso.

— No mundo de hoje, ela se encontra sob ataque em razão de disfunções como o populismo, o extremismo e o autoritarismo. Sua preservação depende de instituições fortes, sociedade civil mobilizada e imprensa livre. A democracia depende de cada um de nós — afirmou.

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