Jongo é tema do Museu Vivo deste domingo, com mestre Laudení e Márcia

Da Redação | @jornalovale

Laudení de Souza, mestre jongueiro, e sua esposa, Márcia dos Santos Cunha, também jongueira, são os destaques de mais uma edição do programa Museu Vivo, do Museu do Folclore de São José dos Campos, que acontece domingo (13), a partir das 16h. Eles compartilharão seus saberes sobre o Jongo durante um bate-papo virtual realizado pelo Facebook, com mediação da pesquisadora Tiane Tessaroto.

Laudení, 61 anos, é natural de Barra do Piraí (RJ), onde há vários grupos de Jongo. Ele conta que, desde criança, acompanhava o pai, Dorvalino de Souza, nas rodas realizadas na comunidade Os Filhos de Angola. “Foi com ele que eu aprendi tudo o que sei desta manifestação e hoje é a minha família que me acompanha”, afirma Laudení.

Em 2002, já morando em São José, Laudení criou o grupo de Jongo Mistura da Raça, que tem, atualmente, 16 integrantes fixos (sendo oito do seu núcleo familiar). Todos trazem na identidade os cantos, danças, toques de tambor, saberes orais e demais fundamentos. A missão do grupo é manter viva a herança desta manifestação popular afro-brasileira.

Laudení também é gestor do Ponto de Cultura Jongo Mistura da Raça, criado em 2019. Também foi idealizador do Encontro Paulista de Jongueiros, do Encontro de Jongueiros do Sudeste e da Festa da Consciência Negra, que chegou a 12ª edição ano passado. Laudení já foi arte-educador, produtor e fez parcerias com várias instituições culturais.

Márcia Cunha, 49 anos, é cantadora, professora, arte-educadora, figurinista e orientadora de Jongo. Também é natural de Barra do Piraí (RJ) e desde à infância já se identificava com a manifestação, tendo oportunidade de conviver com vários mestres e portadores desse saber popular. “Estou envolvida com o Jongo, juntamente com Laudení, há quase 24 anos”, diz ela.

Patrimônio histórico

O Jongo é uma dança que tem características bem definidas, como os pés descalços dos integrantes do grupo, as saias rodadas das mulheres, o canto conjunto, o improviso na formação dos versos em algumas situações, o batuque dos tambores, grande (caxambu) e pequeno (candongueiro).

A manifestação foi tombada em 2005 pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), como patrimônio histórico brasileiro, sendo uma das evidências imateriais da cultura popular regional. No período da escravidão, nas lavouras de café e açúcar, o Jongo era dançado e cantado de maneira festiva. Os versos, muitas vezes, serviam para que eles se comunicassem.

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