Streaming se consolida como nova onda do entretenimento

Marcos Eduardo Carvalho | @marcosovale78

O streaming é a grande onda da vez. Já era antes da pandemia do novo coronavírus e, durante a quarentena, com as pessoas confinadas em casa, se tornou a grande ‘vedete’ para consumidores de filmes e séries. A modalidade ganha cada vez mais espaço. Um grande exemplo é o NetFlix, onde a pessoa paga uma mensalidade e tem acesso a uma grande diversidade de filmes, séries e documentários, incluindo várias produções exclusivas.

Com o streaming, a pessoa pode assistir vídeos e ouvir música pela internet sem necessariamente precisar ‘baixar’ o arquivo no computador. E a facilidade de mobilidade também é outra vantagem, pois pode ser consumido no computador, notebook, tablet, celular e até pela televisão, desde que tenha a função Smart.

Um outro serviço bastante popular – e gratuito – é o YouTube, onde qualquer pessoa pode ter acesso e até mesmo postar os próprios vídeos. Quer ver uma cena clássica de novela? Quer ver os gols de um jogo lá da década de 1970? Quer rever uma vitória história do Ayrton Senna? É só procurar no Youtube.

Hoje, as pessoas têm ainda a opção da TV aberta, têm a opção dos canais por assinatura, que geralmente têm valores mais altos e, agora, o streaming.

NÚMEROS.

Uma pesquisa realizada recentemente pela empresa Nielsen Brasil em parceria com a Toluna, mostra que 42,8% dos brasileiros entrevistados assistem a conteúdos de streaming todos dias, enquanto outros 43,9% têm essa prática ao menos uma vez por semana.

Ainda de acordo com a mesma pesquisa, o Brasil está entre os dez países do mundo que mais consomem o produto. Assim, o potencial de crescimento do país é ainda muito grande.

Um bom exemplo disso é que neste segundo semestre, por exemplo, a Disney está lançando o seu canal de streaming no país, a Disney+, que chega para concorrer com Netflix e Amazon.

Para a especialista em Marketing Digital Priscilla Oliveira, de São José dos Campos, essa tecnologia se popularizou ainda mais no período da pandemia porque se tornou uma das principais formas de entreter as pessoas nos meses de isolamento social.

“Atualmente existem diversas plataformas que oferecem esse serviço e o crescimento de novos usuários aconteceu exponencialmente no país. É um período de experimentação, em que as pessoas buscam diferentes caminhos para ocupar horários de uma rotina que mudou, e isso, é uma consequência do período no qual as pessoas passaram a ficar mais tempo diante da televisão, ouvindo rádio, lendo conteúdos online, etc”, explica Priscilla.

Segundo ela, as consequências disso são refletidas diretamente nessas plataformas, pois houve uma mudança de comportamento, horários e locais de acesso de cada usuário, sem contar um nível maior de exigência do que estão assistindo e/ou ouvindo, portanto a demanda se torna alta.

“Já para os usuários, a mudança é na rotina, em que as pessoas estão cada vez mais fazendo diversas coisas ao mesmo tempo, sem precisar sair de casa, então todo tipo de informação e forma de entretenimento tem impacto, de acordo com o novo comportamento adotado”, disse.

MUDANÇAS.

Segundo a especialista em marketing digital, já estamos vivendo mudanças na forma de consumir esse tipo de conteúdo. “O período de pós-pandemia trará muitas consequências de um comportamento que praticamente a maioria da população foi ‘obrigada’ a adotar”, ressalta.

“Isso faz com que o nosso consumo seja diferente e o que exigimos também. De todo ônus e bônus que toda ação tem, o benefício deste modelo que cresce cada dia mais é que, com o crescimento das plataformas, mais mecanismos são criados para melhor adaptabilidade de uma rotina diferente para diversos brasileiros”, finaliza.

Assinar OVALE é

construir um Vale melhor


OVALE nunca foi tão lido. São mais de 23 milhões de acessos por mês apenas nas plataformas digitais, além da publicação de quatro edições impressas por dia. O importante é que tudo isso vem sempre com o DNA editorial de quem é líder em todas as plataformas, praticando um jornalismo profissional, independente, crítico, plural, moderno e apartidário. Informação com credibilidade, imprescindível para a construção de uma sociedade mais livre e mais justa, em um tempo em que a democracia é posta em risco por uma avalanche de fake news. Aqui a melhor notícia é a verdade. E nós assinamos embaixo. Assine OVALE e ajude-nos a ampliar ainda mais a melhor cobertura jornalística da região.