Museu do Folclore participa da 14ª Primavera de Museus com exposição virtual

Da Redação | @jornalovale

‘Mundo Digital: Museus em Transformação’, é o tema definido pelo Ibram (Instituto Brasileiro de Museus) para a 14ª Primavera de Museus deste ano. Por conta da pandemia do novo coronavírus, o evento previsto para os dias 21 a 27 de setembro será de forma virtual, com a participação de museus de todo o Brasil. O Museu do Folclore de São José dos Campos estará presente com a exposição virtual O Ciclo de Vida.

O tema desta temporada surgiu, segundo o Ibram, da necessidade dos museus e instituições culturais precisarem se adequar ao ambiente digital para manter contato com seus públicos, uma vez que as atividades presenciais (a maioria, visitas à exposições) foram suspensas em razão do isolamento social imposto pela pandemia da Covid-19.

O Museu do Folclore já vem realizado muitas das suas atividades de forma online, como aconteceu com as palestras e debates do Dialogando com o Folclore (julho) e o bate-papo para comemorar o Dia do Folclore Brasileiro (agosto). No caso da exposição temporária, apesar de ser virtual, algumas tarefas propostas pelo Setor Educativo do museu visam uma interatividade com o visitante.

A exposição O Ciclo da Vida reúne fotos de 45 peças das figureiras Eugênia da Silva e Maria Benedita Santos (já falecidas), representando o nascimento, o casamento e a morte. As figuras fazem parte do núcleo Usos e Costumes do acervo do Museu do Folclore e foram feitas a mão com barro cru. São pequenas, de cores alegres e expressão a genialidade e a simplicidade da cultura popular.

Dona Eugênia Figureira nasceu em São José e aprendeu a arte aos cinco anos de idade, com sua mãe, Francisca Froes, índia da Tribo dos Guaianases do Vidoca. Confeccionou figuras de presépio com 40 tipos diferentes de figuras, além de imagens de São Francisco de Assis e do famoso pavão, que é símbolo do artesanato paulista. Eugênia faleceu 1999, aos 81 anos.

Nascida em Taubaté, na fazenda Quilombo de Antônio Nogueira Argilas, Dona Lili Figureira aprendeu a modelar figuras de argila com sua avó Porcina. Lili contava que confeccionou sua primeira peça, uma galinha, aos seis anos de idade. Um dos temas mais refletidos no seu trabalho era o retrato do cotidiano da roça. Lili faleceu em 2015, aos 96 anos. 

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