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São José e Jacareí sediam Festival de Cinema Fantástico

Thais Perez | @_thaisperez

O Vale do Paraíba esconde muitos mistérios. Alguns deles, inimagináveis para mentes mais fechadas. Se a cabeça não conseguir chegar sozinha nos cantos escuros do desconhecido, os filmes e livros fantásticos podem ser um caminho sem volta para o oculto.

A 4ª Edição do Festival POE de Cinema Fantástico, tem início em São José nesta quinta, dia 15, e chega a Jacareí na semana seguinte, no dia 23.

Carregando o nome de um dos mestres do suspense, o festival reúne mostras competitivas de cinema regional e nacional, sempre evidenciando produções independentes.

Entre as categorias, estão a de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Fotografia e outras divisões, bem como um “Oscar” do cinema fantástico da região.

Com apoio da FCCR (Fundação Cultural Cassiano Ricardo e Prefeitura Municipal) e Fundação Cultural Jacarehy, o evento acontece no Cine Santana em São José e no Museu de Antropologia do Vale.

Na abertura, em São José, haverá uma sessão gratuita do filme Suspiria, remake lançado em abril deste ano, com a atriz Tilda Swinton.

O evento vai reunir cineastas como Carlos Primati, que discutirá em uma mesa redonda o tema “Horror no Cinema Brasileiro”, na sexta-feira, às 19h.

Já no sábado, o destaque é o primeiro encontro de Literatura Fantástica do Vale do Paraíba, que contará com escritores como Thunder Dellu, autor do livro “Além do Vale do Terror e da Imaginação”.

No mesmo dia, haverá exibição de diversos filmes, incluindo a antologia Cemitério das Moscas II, que contou com a participação de três diretores joseenses.

“O cinema aqui em São José e na região está crescendo. Sempre tivemos uma cena de dança forte, de música também. Agora queremos fortalecer nosso audiovisual, mostrar que temos potencial para produzir e para atrair diretos para nossos cenários”, afirma Danilo Moraes, diretor de cinema e organizador do festival.

A cineasta Aline Aros, de 26 anos, vai apresentar seu primeiro curta metragem no festival.

Intitulado “Ano 3000”, o filme conta a história de um futuro distópico. Produzido com apenas R$ 420, o curta discute o que aconteceria se a tecnologia extinguisse a raça humana.

“Conseguimos um bom resultado sem muito dinheiro, imagina se tivéssemos patrocínio. O objetivo é captar recursos para realizar uma série”, explica ela.