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Produção de arte e cultura se torna atividade para empreendedores

Thais [email protected]_thaisperez | @_thaisperez

Ao contrário do minério ou da água, a criatividade é um recurso infinito. Ela pode ser usada para criar inúmeros produtos, inclusive aqueles de vem da necessidade humana em se expressar pela arte.

O conceito de Economia Criativa existe para provar que esse tipo de atividade não precisa ser apenas um hobby.

Há quatro anos, a joseense Andressa Carvalho tem uma empresa que faz produtos como bolsas, joias e roupas de materiais aproveitados. Quando decidiu empreender, ela buscou ajuda no Sebrae (Serviço Apoio às Micros Empresas) para se especializar. "Eu precisei entender como aquilo poderia ser rentável. Tentei fazer tudo da maneira mais profissional possível", disse Andressa.

E deu certo. A artista consegue se sustentar apenas com seu negócio, que hoje emprega outras cinco pessoas.

EM ALTA.

Em 2017, a produção criativa correspondeu a 2,6% do PIB (Produto Interno Bruto). No Estado de São Paulo, esse número foi maior, chegando a quase 4%.

"Apesar de ser um número expressivo, ainda é um valor baixo. Há países que estão muito a frente de nós", explicou Mário Pacarelli, professor de economia da Faap (Fundação Armando Alvares Penteado).

De acordo com ele, a economia criativa ainda 'engatinha' por falta de formação. "Ainda precisamos de muito apoio governamental e divulgação. O Brasil é um país diverso, que tem um potencial incrível para as artes", finaliza.

EDUCAÇÃO.

De acordo com Francine Canellas, gerente regional do Sebrae, o artista chega aos cursos de negócios sem se reconhecer como empreendedor. "Muitos trabalham com o preço de mercado, mas não tem clareza se tem lucro em suas vendas", conta.

A Economia Criativa é uma das apostas do governo estadual. De acordo com o secretário Sérgio Sá Leitão, da pasta de Cultura e Economia Criativa, a administração vai realizar cursos de formação na área em todo o estado neste ano. "É uma oportunidade de crescimento para tantas pessoas buscaram a arte como alternativa de renda", afirma Leitão.