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Brasil poderia ter evitado a morte de 60 mil pessoas se ritmo de vacinação fosse ampliado, aponta estudo da USP e da Unesp

09/06/2021 às 00:00.
Atualizado em 24/07/2021 às 01:58

Vírus mata. Vacina salva.

Estudo conjunto entre a USP (Universidade de São Paulo) e a Unesp (Universidade Estadual Paulista) indica que se o Brasil ampliasse para dois milhões de doses de vacinas contra Covid-19 aplicadas por dia, 20 mil vidas seriam salvas todo mês.

A pesquisa mostra que 60 mil mortes poderiam ter sido evitadas nos últimos três meses caso o ritmo de vacinação determinado pelo PNI (Programa Nacional de Imunização) fosse mais rápido.

De acordo com o estudo, os pesquisadores realizaram uma projeção entre abril e junho, baseado em dados reais de vacinação do Brasil no primeiro trimestre de 2021.

"Se nós conseguirmos aplicar, tivermos a possibilidade de aplicar até dois milhões de doses por dia até o final de agosto, nós poderemos evitar 30 mil óbitos no Brasil. Ou o equivalente a 10 mil óbitos por mês", disse Wallace Casaca, cientista de dados e matemático da USP e da Unesp, coordenador da plataforma Info Tracker e que divulgou o estudo para OVALE.

"Isso por conta de que está aumentando a nossa capacidade de vacinação, embora ainda muito lento, moroso o processo, mas nós podemos ainda salvar 30 mil óbitos", concluiu.

Eis o tamanho do desafio: Brasil precisa dobrar o atual ritmo de vacinação

Na última quinta-feira (17), pela primeira vez, o país completou o oitavo dia útil consecutivo com a imunização de 1 milhão de pessoas.

Caso continue nessa velocidade, apenas no início de agosto o país terá contemplado, com a primeira dose, 70% da população vacinável..

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