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fiscalização foi para o espaço

Com o menor orçamento da sua história recente, o Inpe enfrenta o desafio de sobreviver, e pagar as contas; OVALE mergulha no drama do instituto

12/05/2021 às 00:00.
Atualizado em 01/07/2021 às 00:55

Vai faltar luz.

O Inpe pode ficar sem energia elétrica em 2021 por falta de dinheiro. Servidores dizem que o orçamento de R$ 76 milhões é insuficiente para terminar o ano.

Para a conta de energia elétrica, que já atrasou em 2021, a projeção é que o Inpe chegue até outubro, isso apertando o cinto. Há chance de verba extra de R$ 3 milhões da AEB (Agência Espacial Brasileira), mas ainda assim insuficiente para as despesas, tais como luz, manutenção e segurança.

"Em novembro já não teríamos mais para pagar", disse um servidor do Inpe.

Segundo ele, uma das consequências seria o desligamento do supercomputador Tupã, que opera no Cptec (Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos), em Cachoeira Paulista. "Há medidas em discussão. A redução mais drástica seria a de desligar o Tupã para reduzir o consumo".

Sem Tupã, o Cptec perde protagonismo na previsão do tempo, o que já está em curso. O governo pretende deixar esse trabalho para o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) e ao Cptec o mais analítico. "Vai se desfazer", diz o servidor.

Outra ameaça vem do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, que quer levar os programas de monitoramento, queimadas e desmatamento para a pasta dele, reduzindo ainda mais o Inpe.

Investigado por suspeita de facilitar tráfico de madeira, Salles faz o que disse há um ano, em reunião ministerial com o presidente Jair Bolsonaro: aproveitar a Covid para "ir passando a boiada".

Salles também é investigado por desmonte dos órgãos de fiscalização ambiental na Amazônia e abandono de índios..

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