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REABERTURADO COMÉRCIO

Para 64,5% dos entrevistados em São José dos Campos, flexibilização do isolamento social e retomada das atividades econômicas no município foram medidas corretas

Publicado em 03/06/2020 às 00:00Atualizado há 24/07/2021 às 19:12

O levantamento da Paraná Pesquisas, encomendado por OVALE, apontou que 64,5% dos eleitores joseenses aprovam a flexibilização do isolamento social e a retomada das atividades econômicas na cidade mesmo durante a pandemia do novo coronavírus.

Já 30% dos entrevistados disseram ser contra as medidas. Os que disseram que não sabem ou preferiram não opinar somaram 5,5%.

O maior percentual dos que apoiam o abrandamento da quarentena foi registrado entre os homens, com 70,1%, ante 59,4% entre as mulheres.

Por faixa etária, a flexibilização do isolamento social tem mais apoio entre eleitores de 25 a 34 anos (68,2%) e de 35 a 44 anos (69,8%).

Já o menor apoio foi registrado entre entrevistados de 16 a 24 anos (59,2%) e de 60 anos ou mais (58,6%).

Por escolaridade, tanto entre eleitores com ensino fundamental quanto aqueles com ensino médio o apoio à retomada das atividades econômicas é de 65,6%. Já entre os entrevistados com ensino superior é de 61,5%.

A pesquisa também divide os eleitores entre PEA (População Economicamente Ativa) e não PEA. É considerada integrante da PEA a pessoa que está inserida no mercado de trabalho ou que, de certa forma, está procurando se inserir nele para exercer algum tipo de atividade remunerada. Entre a PEA, o apoio à flexibilização do isolamento social é de 67,5%. Entre quem não faz parte da PEA, cai para 57,6%.

FLEXIBILIZAÇÃO.

A pesquisa foi feita por telefone com 740 eleitores, entre os dias 8 e 12 de junho.

Ou seja, nesse período já estavam em vigor as regras que flexibilizaram a quarentena na região, que foi inserida pelo governo estadual na fase 2 (da escala de 1 a 5, em que a etapa 5 seria a liberação total da quarentena).

A fase 2 permitiu, a partir de 1º de junho, a retomada de atividades como comércio em geral, shoppings centers, concessionárias e lojas de veículos, escritórios e imobiliárias, mas com algumas restrições, como capacidade e horário de funcionamento limitados e normas de segurança e higiene para clientes e funcionários.

No dia 10 havia a expectativa do anúncio de que a região passaria para a fase 3 a partir do dia 15, com regras ainda mais brandas, mas o avanço da doença pelo interior do estado fez o governo João Doria (PSDB) descartar essa hipótese, por enquanto.

TENTATIVA.

Na segunda quinzena de abril, mais de um mês antes de o governo estadual anunciar a retomada parcial das atividades econômicas em São Paulo, o prefeito de São José, Felicio Ramuth (PSDB), tentou afrouxar as regras da quarentena no município.

Em decreto editado no dia 17 de abril, Felicio previu a retomada de partes das atividades econômicas em São José a partir do dia 27 daquele mês. A tentativa de flexibilização foi alvo de ação do Ministério Público, que apontou que a prefeitura não tinha autonomia para adotar uma medida que contrariava o decreto estadual de quarentena. Além disso, os promotores apontaram ainda que o decreto de Felicio colocava em risco a saúde dos moradores de toda a região.

Ainda no dia 22 de abril a Justiça de São José concedeu uma liminar para suspender os efeitos do decreto de Felicio. A gestão tucana recorreu então ao Tribunal de Justiça e alegou que a decisão pela flexibilização das regras havia sido tomada com base em dados científicos. O TJ, no entanto, entendeu que nem no decreto e nem na documentação apresentada havia sinal de "fundamento técnico" para embasar o afrouxamento das regras. Houve novo recurso, dessa vez ao STF (Supremo Tribunal Federal), que rejeitou as duas apelações apresentadas pelo governo Felicio.n

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