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Março 07, 2020 - 02:00

Coronavírus: cientistas correm para barrar epidemia da doença

Brasil tem treze casos confirmados; são 3,2 mil mortos no mundo e mais de 95 mil contaminados; veja o que se sabe sobre a doença

Paula Maria Prado @paulamariaprado

Até o fechamento desta edição, o Brasil contabilizava 13 casos confirmados do novo Coronavirus. E, tudo indica que o número crescerá nos próximos dias. Até a última sexta-feira (6), 768 casos suspeitos estavam sendo monitorados pelo Ministério da Saúde.

"Esse é mais um tipo de gripe que a humanidade vai ter que atravessar. Das gripes históricas com letalidade maior, o coronavírus tem transmissibilidade similar a determinada gripes que a humanidade já superou", afirmou o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, em coletiva de imprensa.

A nova condição do país torna a investigação e o combate mais complexo, uma vez que não permite mais mapear as pessoas que entraram em contato com indivíduos infectados.

Apesar de velho conhecido (causador de Sars e Mers), a nova variante do Coronavírus tem preocupado autoridades de todo o mundo. O motivo: o nosso sistema de defesa ainda não estar preparado para combatê-la. Assim, elas são capazes de se espalhar mais e há a possibilidade de causarem uma doença um pouco mais agressiva.

O 2019-nCoV, como foi chamado pelos pesquisadores, é transmitido por via respiratória. E, pelos dados genéticos que os pesquisadores já têm, o morcego é seu transmissor. "Não temos medidas específicas ainda: é usar máscaras nos locais mais afetados, lavar as mãos com frequência, evitar aglomerações e fazer o isolamento dos pacientes suspeitos durante o período de duas semanas", afirmou Eliseu Waldman, professor da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, em entrevista ao Jornal da USP.

Cuidados.

Em São José, a prefeitura encaminhou ofício aos serviços de saúde, públicos e privados, com as orientações para o atendimento de pacientes com a suspeita da doença.

E, há duas semanas, profissionais da rede pública e privada participaram de um treinamento. Na palestra, a médica Tereza Cardoso, chefe da Vigilância Epidemiológica da prefeitura, reforçou a necessidade de estarem atentos ao histórico de viagem do paciente à área de transmissão, principalmente a China, ou contato que ele possa ter tido com algum caso suspeito.

O genoma do 2019-nCoV já foi decifrado. Mas, até o momento, não se tem um antiviral que funcione bem contra os coronavírus em humanos.

"Mas ele está sendo buscado, e precisamos continuar fazendo isso", disse Paulo Brandão, virologista da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP. Até o momento, são 3,2 mil mortos no mundo.n

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