Sessão Extra: Fechamento da unidade da Ford repercute entre políticos da região

Lideranças políticas de Taubaté e do Vale do Paraíba usaram as redes sociais para comentar fim da produção de veículos da Ford no país

Ecos da Ford

Políticos da região usaram as redes sociais para comentar a decisão da Ford de encerrar a produção de veículos no Brasil. Uma das fábricas fechadas será a de Taubaté, que tem 830 funcionários.

Ofício

O presidente da Câmara de Taubaté, Paulo Miranda (MDB), encaminhou um ofício ao gerente-geral da Ford, Guilherme Neto, para pedir que a decisão de fechar a unidade no município seja revista. “É preocupante que uma indústria geradora de 830 empregos diretos e mais de 600 empregos indiretos tenha suas atividades encerradas abruptamente, sem que, antes, seus trabalhadores tenham a oportunidade de buscar uma solução favorável para a manutenção de seus empregos”, disse.

Ambiente de negócios

O deputado estadual Sérgio Victor (Novo) disse que o Brasil precisa “urgentemente tornar o ambiente de negócios competitivo, ágil, sem entraves burocráticos e insegurança para garantir a geração de empregos e investimentos no país”. “O Brasil é um dos campeões mundiais em ações trabalhistas: todos os anos, surgem 4 milhões de processos no país. Ao contrário da Inglaterra que são de 50 mil a 70 mil ações e nos EUA, de 20 mil a 30 mil”, concluiu o parlamentar.

Empregos

Agliberto Chagas (Novo), que disputou a Prefeitura de São José dos Campos em 2020, foi na mesma linha. “Precisamos urgente criar um ambiente mais favorável aos negócios e, consequentemente, à geração de empregos. Recado forte para o Planalto”.

Capitalismo selvagem

Presidente do PSTU de São José, Toninho Ferreira disse que “mais uma vez vemos uma montadora fazer o que bem entende no Brasil depois de ganhar rios de dinheiro com isenções fiscais e remeter por anos a fio seus lucros para sua matriz no exterior”. Para Toninho, essas empresas “sugam tudo, superexploram e depois simplesmente destroem a vida de milhares de funcionários”, e “tudo com a conivência de governos que têm tomado medidas que rifam os direitos dos trabalhadores, como as reformas trabalhista e da previdência, o Teto de Gastos públicos e outras, mas que não garantem um emprego sequer”.

Fracasso neoliberal

Para a vereadora Amélia Naomi (PT), de São José, a decisão da empresa “mostra o fracasso da política neoliberal de Bolsonaro e Paulo Guedes - que promove o enfraquecimento das indústrias e retira direitos, como a Reforma Trabalhista”.

Subsídios

Já o vereador Thomaz Henrique (Novo), também de São José, afirmou: “enquanto continuarmos dizendo que subsídio funciona, vamos continuar perdendo mais empresas no Vale do Paraíba e ao redor do Brasil”.

Reforma Tributária

Ex-vereador em São José, Shakespeare Carvalho (Republicanos) defendeu a aprovação da Reforma Tributária. “É necessário que seja feita uma reformulação tributária para que os setores da indústria e outras grandes empresas não tomem a mesma decisão. Medidas como essa podem ser ainda mais aceleradas devido à crise causada pela pandemia do Covid-19.

Se 2020 já foi um ano de grandes desafios, 2021 será o momento de arrumar a casa e pensar também na saúde econômica e na geração de empregos”.

Mais reformas

Também ex-vereador em São José, Cyborg (Cidadania) defendeu uma série de reformas no país. “Os encargos, impostos, o custo aqui no Brasil é muito alto! Atenção presidente da República, temos que ter com urgência as reformas: Tributária, Econômica, Trabalhista, Política, Orçamentária. Uma revisão nos impostos e encargos aqui do Brasil urgente”.

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