Lino Bispo tem contas de campanha de 2020 desaprovadas pela Justiça Eleitoral

Justiça apontou irregularidades como não declaração de despesas com carro de som e com pessoal de campanha; vereador nega falhas

A Justiça Eleitoral de São José dos Campos desaprovou as contas de campanha do vereador Lino Bispo (PL), que foi reeleito em 2020.

Na decisão, o juiz Flavio Fenoglio Guimarães apontou duas irregularidades. Uma delas foi o fato de Lino não ter declarado, em um primeiro momento, um carro de som que era utilizado na campanha. Ao ser questionado no processo, o vereador disse que o veículo era dele mesmo e retificou as contas, declarando uma doação estimada de R$ 2.640 pela utilização do automóvel. “O valor apontado representa um acréscimo de 8% nas receitas declaradas, tornando-se uma irregularidade grave que afeta a confiabilidade das contas”, destacou o magistrado.

Outra irregularidade apontada foi a ausência de lançamento de gastos com pessoal de campanha. Com base em fotos das atividades, o juiz concluiu que o número de pessoas que atuaram na campanha de Lino foi maior do que o declarado.

A desaprovação das contas não tem impacto na elegibilidade de um político – não impedirá, por exemplo, que Lino Bispo dispute uma nova eleição. No entanto, o caso seguirá para análise do Ministério Público, que irá avaliar se uma investigação é necessária para aprofundar algum ponto do processo.

OUTRO LADO.

Questionado pela reportagem, Lino contestou a decisão e informou que irá recorrer ao TRE (Tribunal Regional Eleitoral). “Os apontamentos que culminaram na reprovação das minhas contas foram apenas sobre o atraso na declaração de existência de um carro de som (devidamente declarado em minha relação de bens) e uma foto que mostra os esposos de duas pessoas que trabalharam em minha campanha, além do meu sobrinho. O juiz, de forma absolutamente equivocada, entendeu que estas pessoas também atuaram na campanha pelo fato de que apareceram em uma imagem segurando material de divulgação, o que não aconteceu. Apontamentos simples e que não envolvem nenhum prejuízo à população, à cidade e ao nosso mandato. Vamos recorrer da decisão judicial na certeza de que a Justiça verá a verdade dos fatos”.

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