Líder em pesquisa, Felicio diz receber resultado com 'humildade'; oponentes destacam que campanha ainda está em seu ponto inicial

Líder na pesquisa OVALE/TV Band Vale, encomendada junto à Paraná Pesquisas, mostra que o prefeito de São José dos Campos, Felicio Ramuth (PSDB), aparece com 47,4% das intenções de voto na disputa pela reeleição, no cenário estimulado.

O candidato tucano afirmou acreditar que o resultado é consequência das realizações de seu governo. “A gente recebe [o resultado] com humildade, aumenta nossa responsabilidade. A campanha está apenas começando. Mas entendemos que esse número reflete a aprovação do governo”, disse. “A pesquisa eleitoral é a confirmação da gestão feita em todos esses anos. Estamos tendo a oportunidade de mostrar nossas realizações durante a campanha e acredito que esse índice aumentará ainda mais”, completou.

LEIA MAISFelicio tem 47,4%, Balieiro 7,8%, Renata 7,6%, Nikoluk 5,8% e Cury 3,8%, diz pesquisa OVALE/Band

André Diniz, presidente do PT, disse acreditar que Wagner Balieiro (PT) tem mais do que 7,8% das intenções de voto. “As pesquisas refletem o momento e dependem muito da metodologia. O resultado da pesquisa não condiz com o sentimento das ruas. A nossa campanha vai continuar ocupando os espaços e vai continuar na rua, buscando o melhor resultado possível, tanto na Câmara quanto na disputa pelo Executivo”.

Em nota, a coordenação da campanha de Renata Paiva (PSD), que atingiu 7,6%, ressaltou que a disputa ainda está no início. “A pesquisa não é uma previsão de resultado da eleição. Neste momento em que a campanha apenas se inicia é esperado que o atual prefeito saia na frente, até porque ele está em campanha há três anos e meio, enquanto a Renata está sendo apresentada à população como candidata há apenas alguns dias. Mas muita coisa ainda vai mudar. Já estamos percebendo esta mudança, ainda não captada pela pesquisa”.

Também em nota, Coronel Eliane Nikoluk (PL), que aparece com 5,8%, celebrou o resultado. “O páreo é duro, mas nós estamos no páreo. Saímos de 2% e crescemos a quase 6%, é um crescimento significativo, principalmente considerando que eu nunca exerci cargo político eletivo, diferente dos demais candidatos que têm vida política há muito tempo. Estamos num empate técnico em segundo lugar, isso me motiva a trabalhar ainda mais, a me apresentar para as pessoas, a falar sobre nossos projetos e ideias”.

Moisés Pereira, presidente do PSB, também comemorou o resultado de Dr. Cury (PSB), que aparece com 3,8%. “Estamos muito animados, esse resultado nos deu mais energia para continuarmos o nosso trabalho, uma campanha limpa sem verba do fundão, apenas com recursos próprios. Se avaliarmos o cenário, quem estava em segundo e terceiro lugar caiu drasticamente, e quem estava embaixo está subindo. Isso significa que vai ter segundo turno, a campanha começou agora e vamos mudar esses resultados. Agora vamos para as ruas trabalhar e avançar nas próximas pesquisas”.

Outra a celebrar o resultado foi Marina Sassi (PSOL), que ficou com 2,6%. “O voto no PSOL tem crescido bastante no cenário nacional. Um exemplo disso é o [Guilherme] Boulos, na capital. A gente tem sentido essa mudança nas ruas. E é preciso destacar que é a primeira vez que saio candidata. É uma grande vitória”, disse. “[A pesquisa] é uma fotografia de momento, mas acredito que dá para crescer mais, apesar do pouco tempo de TV e do pouco dinheiro. Temos uma marca ideológica muito forte, de esquerda, antibolsonarista. E os candidatos que se autodeclaram bolsonaristas, mesmo juntos, não conseguiram atingir a mesma intenção de voto que a gente”.

Professor Agliberto (Novo), que aparece com 2,2%, disse acreditar que o resultado da pesquisa não será o mesmo das urnas. “É muito cedo ainda, estou começando a campanha agora, só agora é que estamos tendo alguma estrutura. Então, para mim o número é muito bom”, disse. “Não acredito que sejam números consolidados. Agora a questão é fazer campanha e corrigir os rumos. A pesquisa é situação de momento”.

Anderson Senna (PSL), que ficou com 1,8%, disse que espera crescer daqui em diante. “Meu nome foi escolhido como candidato a prefeito nos últimos momentos. Não houve uma pré-campanha com o meu nome. Por isso, o resultado da pesquisa não me causa nenhuma situação negativa. Creio que meu índice de rejeição seja baixo, e a margem de desconhecimento do meu nome ainda seja grande. Por isso, tenho muita margem para crescer”, afirmou.

João Bosco (PCdoB), que aparece com 1,4%, creditou o resultado à diferente estrutura das campanhas. “O tempo de distribuição do horário eleitoral e a distribuição de recursos financeiros causam uma desigualdade. Os candidatos com mais tempo e dinheiro são justamente aqueles que estão com maior intenção de voto. Mas, apesar desse monopólio, confiamos na capacidade do eleitor de separar o joio do trigo, fazendo uma escolha menos influenciada pela propaganda e pelo poder econômico”.

Luiz Carlos (PTC), que ficou com 0,7%, foi na mesma linha. “A pesquisa foi feita depois do debate [da TV Band Vale]. Eu e a Raquel [de Paula] não participamos [do debate], e assim mesmo conseguimos pontuar. Mas estranhei a diferença entre o prefeito e o segundo colocado. Acredito que não representa a situação real da cidade. Temos certeza de que, daqui para frente, só iremos crescer. O importante é chegarmos em segundo lugar e provocar o segundo turno”.

Raquel de Paula (PSTU), que também ficou com 0,7%, foi outra que creditou o resultado à diferente estrutura das campanhas. “A eleição está apenas começando e a máquina administrativa dá maior visibilidade ao prefeito. Já o PSTU sequer tem direito ao tempo de TV, nas novas regras antidemocráticas do processo eleitoral. Mas apesar da enorme desigualdade de exposição, as nossas candidaturas representarão as aflições do povo pobre e apresentarão uma saída socialista para os trabalhadores, o povo da periferia, negros e negras, LGBTs, juventude. Nossa campanha vai crescer e isso se refletirá nas próximas pesquisas”.

PESQUISA. 

Foram ouvidos 720 eleitores entre os dias 12 e 14 de outubro. Devido às regras de isolamento social, as entrevistas foram feitas por telefone. O nível de confiança da pesquisa é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem a realidade, considerando a margem de erro, que é de 3,5 pontos percentuais, para mais ou para menos.

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o n º SP 02999 2020.

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