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Coronavírus segue em franca aceleração na RMVale e bate novos recordes negativos em julho, com mais infectados e mortes por Covid-19; não haverá aumento da flexibilização

Xandu Alves @xandualves10 | @jornalovale

Não há qualquer indício de que o novo coronavírus vai entrar em rota de declínio no Vale do Paraíba, como tem ocorrido na capital e outros municípios da Região Metropolitana de São Paulo.

A doença segue batendo novos recordes em julho, na RMVale, depois de passar pelo pior mês da pandemia até o momento, em junho.

Se a média de crescimento dos primeiros dias do mês for mantida, a região chegará ao final de julho batendo novos recordes negativos da doença.

Nos primeiros 10 dias de julho, o Vale acumula mais de 9.530 diagnósticos positivos para o novo coronavírus, com 340 mortes.

O total de novos casos diários passou de 2.450 nesse período contra 2.083 positivos nos 10 últimos dias de junho, o que mostra que a epidemia segue avançando na região.

A análise das mortes por Covid-19 mostra um quadro ainda mais assustador. Entre 1º e 10 de julho, a região acumula 94 óbitos em decorrência da doença, contra 52 nos últimos 10 dias do mês anterior.

"O interior tem várias regiões com resultados importantes e 83% da população paulista está nas fases amarela e laranja do Plano São Paulo, que vem dando resultados importantes", disse Marco Vinholi, secretário estadual de Desenvolvimento Regional.

Ele acrescentou que regiões do estado ainda merecem atenção redobrada, como Campinas, Ribeirão Preto, Franca e Araçatuba, que foram mantidas na fase vermelha do plano, sem permitir flexibilização ou reaberturas.

"Regiões que seguem na fase vermelha estão tendo investimento do governo para aumentar a capacidade hospitalar", afirmou Vinholi.

10 MIL CASOS.

Registrando 1.000 novos casos a cada cinco dias, em média, o Vale deve ultrapassar a barreira dos 10 mil diagnósticos positivos de Covid-19 no início da semana (leia mais sobre a evolução da doença no Documento OVALE).

Com isso, o número de pessoas infectadas com o novo coronavírus será superior à população de 13 cidades da região.

Esse patamar de 9.000 casos confirmados já foi superada na quarta-feira (8), de acordo com boletins epidemiológicos das prefeituras.

Na sexta-feira (10), a região registrava mais de 9.535 casos confirmados e 340 mortes, além de mais de 5.800 casos e 62 mortes em análise.

Sem qualquer sinal de redução, a Covid-19 vem aumentando exponencialmente no Vale desde a retomada das atividades comerciais, em 1º de junho.

Analisando a evolução da doença desde os três primeiros casos confirmados, em 18 de março, a região levou 25 dias para passar de 1.000 infectados, tempo que caiu para 16 dias nos 2.000 casos.

A partir daí, as barreiras numéricas foram caindo mais rapidamente: 10 dias para 3.000 diagnósticos positivos, oito para 4.000 e seis para 5.000.

Desde então, em junho, a região tem registrado 1.000 novos casos confirmados a cada cinco dias, média que mantém em julho.

ATENÇÃO.

Segundo o médico Paulo Menezes, coordenador do Comitê de Saúde de São Paulo, algumas regiões do interior inspiram mais atenção do que outras, por um pior momento para a evolução da pandemia.

Ele ressaltou que, de um modo geral, a Covid-19 começa a entrar em estabilização na capital e na Grande São Paulo, mas segue em crescimento rápido em regiões como Campinas e Ribeirão Preto.

Menezes já admite uma segunda onda de contágio no estado e garante que esse é um problema mundial, que tem afetado todos os países, independente da política de reabertura das atividades.

"A preocupação da segunda onda é mundial, não só os países que relaxaram antes da hora, mas também os que foram cautelosos em retomar as atividades", afirmou o médico..

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