Pandemia muda hábitos de consumo e alavanca vendas online

Enquanto os comércios e serviços perdem clientes rapidamente com o isolamento social necessário para enfrentar o coronavírus, negócios virtuais ganham espaço no mercado

Xandu [email protected] | @xandualves10

Há um mundo novo se abrindo aos negócios online, em razão da obrigatória necessidade de isolamento social para evitar a propagação do coronavírus.

Serviços de vendas no ambiente virtual, redes de streaming e cursos online estão entre os negócios que registram crescimento nesse momento da pandemia.

Por outro lado, comércios e serviços tradicionais perdem clientes, como lojas de roupas, domésticas e manicures.

Tais modelos precisam se adaptar aos novos tempos, como defende a presidente da ACI (Associação Comercial e Industrial) de São José dos Campos, Eliane Maia. "Cada empresário tem que repensar seu negócio dentro dessa nova realidade virtual e digital, como o produto pode ser oferecido dentro dessas novas plataformas", afirmou Eliane, empossada neste mês.

HÁBITOS.

Pesquisa sobre hábitos de consumo da Opinion Box, feita entre 1º e 3 de abril com 2.070 entrevistados no país, revela maior preocupação financeira dos pesquisados e maior tempo na frente de telas.

Com o isolamento, o uso dos serviços de streaming pagos subiu de 46% para 57% dos brasileiros, o de canais fechados de TV de 41% para 50% e de plataformas de ensino de 36% para 45%.

Vendas online e com serviço de delivery também cresceram. Farmácias passaram de 26% párea 39%, supermercados de 34% para 39% e negócios de comida de 26% para 37%.

"O que mais chama a atenção é como a intensidade de uso vem aumentando entre os usuários destes serviços", informa a pesquisa.

"É relevante notar, por um lado, o crescimento dos serviços de streaming e TV e, por outro, os serviços de motorista de app e taxi, que já tinham tido uma queda vertiginosa, e caíram ainda mais."

Na contramão, 88% suspenderam serviços de manicure, 58% de faxineiras ou diaristas, 37% de babás e 24% de empregadas domésticas.

"Triste constatar como o impacto já vem acontecendo. Muitas pessoas deixaram de pagar esses prestadores entre o fim de março e o começo de abril", informa a pesquisa.

"São dados preocupantes e que, por isso, merecem ampla atenção. Acreditamos que eles podem nos ajudar a entender melhor o cenário e nos preparar para o que ainda está por vir", disse Christian Reed, CEO da Opinion Box.

"Situação exige busca de soluções concretas e rápidas para os problemas que essas empresas estão enfrentando", declarou o presidente do Sebrae, Carlos Melles.

'Nessa crise, cada um vai ter que se reinventar', diz nova presidente da ACI

Empresária do setor de assessoria contábil e presidente da ACI (Associação Comercial e Industrial) de São José, Eliane Maia disse que a crise provocada pelo coronavírus exige reinvenção. A necessidade de isolamento para barrar o vírus tem causado danos aos negócios e aponta para a obrigatória reinvenção frente à nova realidade, com mais uso do ambiente virtual e das ferramentas online, segundo ela.

"Importante é cada um se reinventar. Ver a aptidão para algum tipo de negócio, até mudando de área para se manter no período de pandemia. Há gente começando a produzir alimentos e com muitas entregas", afirmou Eliane.

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