Vale pode ter até 2.000 casos suspeitos, diz estudo

Pesquisa da PUC-Rio, Fiocruz e Instituto D'Or aplica taxas de crescimento de países como Itália, Coreia do Sul e Espanha, além das ações de contenção, para projetar casos

Da redaçã[email protected] | @jornalovale

Estudo de pesquisadores da PUC (Pontifícia Universidade Católica) do Rio de Janeiro, Fiocruz e Instituto D'Or, da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro, aponta o risco de crescimento exponencial nos casos de coronavírus no país.

De acordo com a pesquisa, o Brasil pode ter até 4.970 casos confirmados da doença até 26 de março. Nesta quarta-feira (18), o país tinha 512 casos confirmados.

Concentrando a maior parte dos casos, os estados de São Paulo e Rio de Janeiro poderão ter, respectivamente, 3.380 e 596 casos. Quando a projeção foi feita, os estados indicavam 164 e 49 pacientes infectados.

Aplicando a mesma métrica ao Vale do Paraíba, que tem três pacientes com resultado positivo para coronavírus (uma aguardando contraprova), o número de casos suspeitos pode ter um salto exponencial e passar de 2.000 em algumas semanas.

A Secretaria de Estado da Saúde prevê que o mês de abril terá um pico do número de casos confirmados da doença no estado, com a maior parte na Grande São Paulo, mas também pacientes infectados em cidades do interior.

A projeção da pesquisa foi feita seguindo o cenário da doença em alguns países, como Irã, Itália, Coreia do Sul, Espanha, França, Alemanha, China e Estados Unidos.

Os pesquisadores replicaram a taxa de crescimento desses países juntamente com suas medidas de contenção. Os resultados permitiram projeções para três cenários: otimista, mediano e pessimista.

No Brasil, os números apontam para 4.970 casos confirmados no pior cenário, 3.750 no mediano e 2.314 no otimista.

Para São Paulo, as projeções são de 3.380 (pior), 2.550 (médio) e 1,573 (melhor).

No Vale, usando a mesma métrica, as projeções são de 2.374 casos suspeitos no pior cenário, 1.781 no mediano e 1.084 no mais otimista.

Os números podem não ser alcançados, segundo os pesquisadores, por se tratar de uma projeção.

Em entrevista ao portal UOL, Fernando Bozza, que é do Núcleo de Operações e Inteligência em Saúde, entidade responsável pelo estudo, disse que os cenários serão determinados pelas medidas que os governos e a população tomarem a partir de agora.

"O cenário otimista está próximo a esses cenários [dos países] onde estratégias de mitigação foram implementadas".

Levantamento mostra que resposta rápida da Coreia do Sul evitou casos e mais mortes

A diferença na alta do coronavírus na Coreia do Sul e na Itália mostra o quanto a resposta rápida e as ações coletivas dos sul-coreanos levaram a uma diminuição no país asiático, segundo do estudo da Fiocruz. A Itália demorou a agir e o país tem 2.978 mortes e 35,7 mil infectados. Já a Coreia agiu bastante rápido e tem 84 mortos e 8,413 contaminados.

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