Felicio mantém previsão para entrega de 'vitrines' em São José

Embora as duas obras estejam com o cronograma atrasado, a Via Cambuí e o Arco da Inovação devem ficar prontos até o fim desse mês, diz prefeito; ponte é o maior desafio

Julio Codazzi e Thaís Leite @jornalovale | @jornalovale

O prefeito de São José dos Campos, Felicio Ramuth (PSDB), voltou a afirmar que a previsão de entrega do Arco da Inovação e da Via Cambuí está mantida para o fim de dezembro.

"Continuamos trabalhando com esse prazo, pois temos compromisso com o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento, que financia as duas obras), as próprias construtoras têm compromisso conosco. Estamos trabalhando com esse prazo nas duas obras", disse o tucano, em entrevista na última quinta-feira.

Pela primeira vez, no entanto, o prefeito admitiu a possibilidade de as obras, que estão com o cronograma atrasado, não serem entregues no prazo.

"Estamos trabalhando com esse prazo [do fim de dezembro]. Essa é nossa meta, esse é nosso foco, esse é nosso objetivo. Eventualmente, em meados de dezembro, se a gente tiver uma posição diferente dessa, nós vamos procurar a imprensa e relatar".

Dessas duas obras, a mais atrasada é a do Arco da Inovação. Iniciada em 2 de julho de 2018, a construção deveria ter sido concluída em 2 de setembro de 2019. Até a última medição oficial divulgada, de 2 de outubro, apenas 51,77% do serviço havia sido executado. Inicialmente orçada em R$ 48,5 milhões, a construção da ponte estaiada irá custar ao menos R$ 50,356 milhões.

Já o atraso da obra da Via Cambuí é menor. Iniciado em 2 de fevereiro de 2018, o serviço deveria ter sido concluído até 2 de outubro de 2019. Segundo a última medição oficial, de 30 de setembro, o índice de execução era de 83,86% (a obra deveria ter atingido 100% dois dias depois, de acordo com o contrato).

O custo dessa obra, que inicialmente seria de R$ 90,39 milhões, será de ao menos R$ 101,63 milhões.

Com 8,6 quilômetros de extensão, a Via Cambuí deverá tornar mais rápida a ligação entre as regiões sudeste, leste e central. Segundo estimativa da prefeitura, um trajeto que leva até 40 minutos hoje, em horário de pico, passará a ser feito em oito minutos.

Fatores como chuvas, imprevistos e até paralisação judicial atrasaram obras

No caso da ponte estaiada, o governo Felicio credita o atraso no cronograma ao período de chuvas e a interferências das redes subterrâneas, que não estavam previstas inicialmente. A gestão tucana também cita a paralisação judicial dos serviços, que embora tenha durado apenas 11 dias, teria gerado a desmobilização de profissionais, máquinas e equipamentos. Já no caso da Via Cambuí, são citados itens que não estavam previstos no projeto inicial, como a rotatória da Avenida Madre Tereza de Calcutá, no acesso do Santa Cecília; a alça de acesso na Avenida Glaudiston de Oliveira, no Putim; e rotatória e duplicação no acesso à Igreja da Cidade.

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