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Por cobrança de 'pedágio' na Câmara, vereador de Taubaté é denunciado pelo MP

Ação de improbidade administrativa tramita em segredo de Justiça; vereador, que teve sigilo bancário quebrado, é acusado de cobrar parte do salário de servidores por promoções

Julio Codazzi @juliocodazzi | @jornalovale

O Ministério Público ajuizou uma ação de improbidade administrativa contra o vereador Jessé Silva (SD), de Taubaté. Como o caso tramita em segredo de Justiça, a Promotoria não informou detalhes da denúncia. A reportagem apurou, no entanto, que o parlamentar foi acusado de cobrar 'pedágio' de servidores da Câmara.

O caso foi investigado pelo MP entre fevereiro e junho desse ano. Nesse intervalo, a Promotoria chegou a solicitar a quebra do sigilo bancário do vereador, o que foi autorizado pelo Poder Judiciário - foi justamente pela presença de dados bancários de agentes públicos na ação que foi decretado o segredo de Justiça.

Ainda segundo a apuração do jornal, a denúncia teria partido de servidores efetivos do Legislativo, que teriam ficado revoltados após receberem propostas para serem 'promovidos' para funções de confiança ou cargos comissionados da Casa - em troca, teriam que dar parte do acréscimo salarial ao vereador.

Na época em que os fatos teriam ocorrido, Jessé havia acabado de ser eleito para o cargo de 1º vice-presidente da Câmara. Ou seja, ele faria parte da mesa diretora, que é responsável pelas nomeações. Quando o caso começou a ser comentado nos bastidores do Legislativo, em janeiro, o vereador renunciou ao posto, alegando problemas particulares.

Procurado pela reportagem, Jessé não quis comentar o caso. Anteriormente, quando teve início a investigação do MP, o parlamentar alegou que a denúncia era "infundada".

Por meio de nota, a Câmara de Taubaté informou que "aguardará a manifestação da Justiça, uma vez que o MP já investigou e moveu ação sobre o assunto, esfera esta [em] que o vereador citado terá o direito também de se defender das supostas acusações"..