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Justiça bloqueia bens do taubateano Paulo Preto, apontado como operador do PSDB

Mansão no Guaruá, apartamento em Ubatuba e Lancha estavam em propriedade de empresa criada pelo ex-diretor da Dersa; Preto está preso preventivamente por crimes como corrupção passiva, desvio de dinheiro público e formação de quartel

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O ex-diretor da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A) Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, teve dois imóveis (uma mansão no Guarujá e um apartamento em Ubatuba) e uma lancha bloqueados pela Justiça Federal, para blindar seu patrimônio.

Os itens estão em propriedade da empresa P3T, criada pelo taubateano. Ele está preso preventivamente e condenado a mais de 170 anos de prisão por vários crimes, como desvio de dinheiro público, corrupção passiva e formação de cartel.

Preto, que é apontado como operador do PSDB, é acusado pela Operação Lava Jato, e é apontado que ele teria amealhado R$ 27 milhões, ao menos, enquanto esteve na direção da Dersa.

A decisão foi do juiz federal Diego Paes Moreira, da 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo, especializada em lavagem de dinheiro. A mansão no Guarujá foi indicada por Paulo Preto em audiência no ano passado, o que, segundo Moreira, "reforça o argumento do MPF de que os bens transferidos à pessoa jurídica (P3T) continuam sendo administrados e aproveitados pelo réu Paulo Vieira de Souza”.

Segundo o juiz, a medida é necessária para assegurar a perda de bens oriundos de crimes e a reparação do dano decorrente dos crimes cometidos pelo acusado. “O agente público não pode ostentar patrimônio que não condiz com sua renda lícita e enriquecer às custas do contribuinte”, afirmou Anamara Osório Silva, coordenadora da força-tarefa da Lava Jato em São Paulo, apontando que a recuperação do dinheiro desviado com as irregularidades é fundamental para combater a corrupção.