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‘Estamos buscando Marco Aurélio vivo’, diz pai do escoteiro que sumiu há 36 anos no Vale do Paraíba

Inquérito foi reaberto na última semana depois de novas informações sobre o desaparecimento

@Da redação
17/07/2021 às 23:37.
Atualizado em 22/07/2021 às 12:06
O escoteiro Marco Aurélio sumiu no Pico dos Marins em 1985, quando tinha 15 anos (Arquivo Pessoal/Ivo Simon)

O escoteiro Marco Aurélio sumiu no Pico dos Marins em 1985, quando tinha 15 anos (Arquivo Pessoal/Ivo Simon)

O jornalista e advogado Ivo Simon disse em uma live sobre os 36 anos do caso Marco Aurélio Simon, filho dele que desapareceu no Vale do Paraíba quando tinha 15 anos, que a família está buscando encontrá-lo vivo.

“Estamos buscando Marco Aurélio vivo. Vamos encontrar? Não sei. Talvez sim ou não. O que queremos é uma solução para esse mistério que nos atormenta há tanto tempo. O mistério que mudou os rumos da minha vida”, afirmou.

A live foi transmitida pela internet no começo deste mês pelo programa Conexão UFO e reuniu diversos especialistas para falar do caso, um dos maiores mistérios ligados ao Vale.

Ivo Simon falou sobre a reabertura do inquérito para investigar o desaparecimento do filho, que desapareceu no Pico dos Marins, em Piquete, em 1985, aos 15 anos. Ele estava em um grupo de mais três escoteiros de 15 anos e um guia. O inquérito estava arquivado desde abril de 1990, quando as investigações oficiais foram encerradas.

“Estivemos no Pico dos Marins, em Piquete, conversando com o delegado. Trocamos ideias mediante fatos novos e o inquérito vai ser reaberto”, contou o jornalista.

INVESTIGAÇÃO

No final de junho, a pedido da Polícia Civil, a Justiça autorizou a reabertura do inquérito sobre o desaparecimento do escoteiro. O pedido baseou-se em relatos de uma filha do antigo proprietário da área onde os escoteiros haviam acampado, na base do Pico dos Marins. As declarações dela levantaram a hipótese de que Marco Aurélio poderia ter sido morto e enterrado no local.

“Muitas teorias se formaram, porque tudo é um mistério. Eu tenho as minhas convicções sobre o que aconteceu, mas são ‘achômetros’ também. Estamos buscando novos caminhos técnicos”, afirmou Simon.

O delegado de Piquete, Fábio Cabett, já fez visitas para conhecer a área onde supostamente o corpo de Marco Aurélio estaria enterrado. Ele adiantou a OVALE que serão feitas escavações no local.

Além disso, Ivo Simon contou que uma imagem envelhecida de Marco Aurélio feita por amigos da Polícia Civil de Rio de Janeiro será distribuída para delegacias de todo o Brasil.

O jornalista também está tentando obter um equipamento da Universidade de Brasília que é capaz de detectar anomalias em terrenos. Trata-se de um georadar utilizado em escavações.

“Estamos buscando amigos jornalistas que estão tentando contato para levarmos esse equipamento ao [Pico dos] Marins, e estamos preparados para qualquer resposta, boa ou ruim. O que queremos é chegar a uma conclusão nessa história”, disse o jornalista.

Ivo Simon disse ainda que a família tem recebido apoio de todo o Brasil e reforçou que segue tentando soluções para o caso.

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