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Após novos relatos, Justiça autorizou Polícia a retomar apuração sobre o escoteiro de 15 anos que desapareceu nos Marins em 1985

Julio Codazzi@juliocodazziPublicado em 17/07/2021 às 02:00Atualizado há 22/07/2021 às 12:05
Escoteiro (Divulgação)

Escoteiro (Divulgação)

Em 1985, o grupo de escoteiros acampou no quintal de uma área onde morava Afonso Xavier, que era uma espécie de guia do Pico dos Marins. Ele e a esposa tinham 10 filhos, mas apenas quatro continuavam no local - três filhas, que dividiam com os pais uma casa simples, de um cômodo somente, e um filho, que morava em um quarto construído do lado de fora.

No dia 4 de julho de 1989, pouco mais de quatro anos após o sumiço de Marco Aurélio, esse filho de Afonso também desapareceu e nunca mais foi visto. À época, João Carlos Xavier tinha 38 anos.

Após o desaparecimento de João Carlos, duas das filhas de Afonso, que moravam em Minas Gerais, foram até Piquete para ajudar nas buscas ao irmão: Helena da Conceição Xavier, que hoje tem 61 anos, e Marlene da Conceição Xavier, de 59 - são elas que a Polícia Civil tentará ouvir a partir de agora.

Foi nessa época que Helena disse ter visto na propriedade algo semelhante a uma cova. "Uns dois meses depois do meu irmão sumir, entramos no mato e vimos uma cova. Mas não conseguimos cavar, porque a gente não tinha ferramentas", disse à reportagem na última quinta-feira (15). "[A cova] era uma escavação, já cheia de terra, do tamanho do corpo de uma pessoa, mais ou menos", afirmou.

À época, o caso passou despercebido. Afonso morreu em junho de 1997, e a esposa dele morreu há 20 anos. O relato sobre a cova só reapareceu em 2019, quando Helena estava em dificuldade financeira e voltou à Piquete, para morar com o casal de amigos que adquiriu a propriedade que era de seus pais - o local foi transformado em um espaço de hospedagem e restaurante para quem visita o Pico dos Marins; a antiga casa da família, por exemplo, foi derrubada há seis anos e deu lugar a uma edificação que já abrigou uma igreja batista e hoje serve de residência para outros amigos dos atuais proprietários do imóvel.

Helena disse à reportagem que chegou a morar no local durante seis meses em 2019, e que nessa época contou aos atuais proprietários sobre a possível cova que teria visto 30 anos antes. Após o relato, ela teria recebido autorização para fazer buscas na área - o que para ela seria uma busca tanto pelo irmão, quanto pelo escoteiro.

"Nós ficamos uns quatro meses cavando lá. Cavamos muito, para ver se achava algo. Mas não achamos nada. Nós queríamos descobrir a verdade, mas infelizmente não conseguimos", afirmou Helena, que hoje mora no município de Wenceslau Braz (MG).

O atual proprietário da área relatou o ocorrido ao pai do escoteiro, e foi essa a informação que fez Ivo Simon solicitar à Polícia Civil a reabertura das investigações. A reportagem tentou localizar o atual proprietário na última quinta-feira, para questionar por que o relato ao pai do escoteiro foi feito apenas em maio desse ano, mas ele não atendeu os telefonemas e não respondeu as mensagens deixadas por OVALE..

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