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Pesquisadores da USP confirmam que novo coronavírus pode infectar e se replicar na saliva

Vírus é capaz de infectar e se replicar por meio da saliva, o que explica alta capacidade de contaminação

Da redação@jornalovalePublicado em 03/07/2021 às 00:39Atualizado há 22/07/2021 às 12:37
Risco. Letal, o novo coronavírus possui alta capacidade de infecção (Reprodução)

Risco. Letal, o novo coronavírus possui alta capacidade de infecção (Reprodução)

Pesquisadores da USP (Universidade de São Paulo) confirmaram que o novo coronavírus é capaz de infectar e se replicar na saliva, por isso a alta capacidade de infecção.

A descoberta foi feita em análises de amostras de três tipos de glândulas salivares, obtidas durante autópsia em pacientes que morreram em decorrência de complicações da Covid-19 no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.

Eles verificaram que esses tecidos especializados na produção e secreção de saliva são reservatórios para o novo coronavírus. Os resultados do estudo, apoiado pela Fapesp, foram publicados no Journal of Pathology.

As descobertas contribuem para explicar por que o novo coronavírus é encontrado em grandes quantidades na saliva.

"É o primeiro relato de vírus respiratório capaz de infectar e se replicar nas glândulas salivares. Até então, acreditava-se que apenas vírus causadores de doenças com prevalência muito alta, como o da herpes, usavam as glândulas salivares como reservatório. Isso pode ajudar a explicar por que o SARS-CoV-2 é tão infeccioso", disse Bruno Fernandes Matuck, doutorando na Faculdade de Odontologia da USP e primeiro autor do estudo.

Pesquisadores vão avaliar se a boca é porta de entrada direta para coronavírus

Os pesquisadores da USP pretendem avaliar se a boca pode ser porta de entrada direta do coronavírus. A boca tem área de contato maior do que a cavidade nasal, apontada como a principal porta de entrada do vírus. Por meio de parceria com pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte, nos EUA, eles vão mapear a distribuição de receptores do vírus na boca, avaliando a contaminação.

Covid-19 (Itamar Crispim/Fiocruz)
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