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RMVale tem pico de internações, com patamar 82% mais alto do que em 2020

Recorde de pacientes internados atingido pela RMVale neste ano teve crescimento de cerca de 82% em relação ao pico de hospitalizados pela Covid-19 registrado no ano de 2020

Thaís Leite@_thaisleitePublicado em 19/06/2021 às 00:30Atualizado há 24/07/2021 às 01:23

O pico de internações atingido pela RMVale em junho soma um aumento de mais de 80% em relação ao máximo de pessoas com a Covid-19 que foram hospitalizadas em unidades da região em 2020.

Os dados constam em levantamento produzido pela Info Tracker, plataforma de acompanhamento da Covid-19 desenvolvida pela USP (Universidade de São Paulo) e pela Unesp (Universidade Estadual de São Paulo).

Os dados indicam que o maior registro de leitos ocupados na região, em 2020, foi no dia 13 de agosto, quando 324 pessoas estavam internadas no Vale. Contudo, em 2021, o dia 5 de junho somou 591 pessoas internadas -- em um aumento percentual de 82%. Até 17 de junho, permaneciam hospitalizadas ao menos 568 pessoas com a doença.

Para a médica e secretária de Saúde Rosana Gravena, de Jacareí, o indicador é diretamente relacionado com o atraso na imunização dos brasileiros.

"A demora da vinda da vacinação para o Brasil fez aparecer novas cepas, com transmissibilidade muito maior e que são mais graves", explicou. "Agora está melhorando, mas nós ficamos muito tempo com 150% de ocupação. Tinha gente no respirador e do lado de fora, pessoas sendo acompanhadas, mas esperando vaga. Quando morria um, ou tinha alta um, caía para 95%", contou.

Outro indicador da plataforma é relativo ao tempo de internação, cuja média se encontra em 18 dias no Vale. Até 2020, o período era de oito dias. Infectologista em São José dos Campos, Lucas Darrigo apontou que o tempo se relaciona com o acometimento de pessoas mais jovens nesta fase da pandemia.

"Quando o jovem adquire uma forma grave ele fica mais tempo internado porque resiste mais às consequências da Covid e à insuficiência respiratória, então aumentando o tempo de internação acaba aumentando o número de pessoas internadas também", esclareceu. O médico reforçou ainda a necessidade da manutenção de medidas restritivas.

"As pessoas deixaram de acreditar nas medidas de prevenção, perderam o medo da doença de uma maneira muitas vezes infundada, muitas vezes até estimulada por algumas autoridades".

Rosana Gravena (Arquivo Pessoal)
Rosana Gravena (Arquivo Pessoal)
Unidade de Terapia Intensiva, UTI, Hospital, pacientes, tratamento, internação, equipamento hospitalar (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)
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