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Vale será fundamental para a retomada do desenvolvimento em SP, diz Garcia

Em visita a OVALE, vice-governador de São Paulo destacou a importância da região para os planos do Estado no pós-pandemia: 'Desenvolvimento vai começar aqui'

Xandu Alves@xandualves10Publicado em 12/06/2021 às 02:00Atualizado há 18/08/2021 às 00:44
Vice-governador Rodrigo Garciac (Vitor Fracchetta/OVALE)

Vice-governador Rodrigo Garciac (Vitor Fracchetta/OVALE)

Vice-governador de São Paulo, Rodrigo Garcia (PSDB) destaca a importância da RMVale para a retomada econômica.

"Se quisermos continuar com a boa expectativa de desenvolvimento, vai começar aqui pelo Vale", disse Rodrigo Garcia durante visita à redação de OVALE, em São José dos Campos, em 11 de junho, quando concedeu entrevista exclusiva. Confira.

O que representa o Vale do Paraíba para o governo?

Desenvolvimento, ciência e tecnologia. Temos uma região extremamente industrializada, com serviços públicos, emprego de qualidade. O grande desafio é como, no pós-pandemia, continuar tendo as oportunidades no Vale. Hoje estamos procurando antecipar ao máximo a vacinação para que tenhamos a normalidade de volta, mas também pensando no pós-pandemia. Vai deixar rastro de empobrecimento da população.

O que fazer?

O governo já está se preparando para o pós-pandemia. Seja na saúde e na proteção social, apoiando as famílias carentes. O emprego é o terceiro setor importante, voltar a gerar emprego. O governo fez a lição de casa, com uma grande reforma administrativa e vamos ter R$ 21 bilhões para investir. Mas tem que criar oportunidade para o setor produtivo criar emprego.

Em quais áreas o Vale pode contribuir na retomada?

Sem dúvida em ciência e tecnologia. O Vale é um berço de inovação do Brasil, seja através das ações em parceria com o setor produtivo ou do Parque Tecnológico de São José dos Campos. Aqui já temos um berço de inovação e será fundamental nessa retomada, nos pós-pandemia. O Vale vai ter um papel fundamental na retomada. Se quisermos continuar com a boa expectativa de desenvolvimento, vai começar aqui pelo Vale do Paraíba.

A saúde pode crescer?

O governo está revendo toda essa área de assistência em saúde pública para melhorar o atendimento no Vale. Tínhamos como referência São José dos Campos e Taubaté, abrimos o hospital de Caraguatatuba, quer vai atender o Litoral Norte. Hoje ele atende a Covid-19, mas depois vai abrir para atendimento da população em geral. Vai ser uma referência no tratamento ao câncer. E agora no Vale Histórico, por iniciativa do governador, anunciando o novo hospital regional em Cruzeiro. Até o hospital ser construído, vamos fazer muita coisa. Ampliar os convênios com as santas casas da região e identificar esses vazios assistenciais para, com mais apoio do Estado, poder atender a população nessa demanda reprimida. Com isso, vem a indústria da saúde, a farmacêutica, a pesquisa e o desenvolvimento. O Vale tem tudo para absorver grande parte dessa indústria.

E a pandemia?

Estamos em um momento de muita atenção. Prorrogamos todos os contratos de leitos hospitalares e de apoio à saúde até 31 de julho, imaginando que tenhamos um nível alto de contaminação como temos hoje. Temos 11 mil pessoas em leitos de UTI no estado. O governador tem defendido que a melhor quarentena é a comportamental. Acho que a população já entendeu a preocupação dessa doença, o cuidado que deve ter. A ideia é manter a fase de transição até que a vacinação nos dê tranquilidade.

O que dizer do presidente Bolsonaro que quer desobrigar o uso de máscara?

Não é surpresa. Desde o primeiro dia, o presidente nega a pandemia e relativiza o tamanho do problema que a doença está causando. Ele está a todo momento tentando fazer o discurso da ocasião. Deve assistir os norte-americanos que já estão com medidas de relaxamento, mas num outro momento da pandemia, com vacina à disposição da população. E aqui, por falha do governo federal, temos falta de vacinas. Não é surpresa para mim essa atitude do presidente. Mostra, mais uma vez, que ele tem dificuldade em lidar com a realidade de uma pandemia que já levou mais de 480 mil brasileiros.

Rodrigo Garcia em 2022?

Olha, tive convite do governador João Doria e do saudoso prefeito Bruno Covas para me filiar ao PSDB. Hoje sou o mais novo tucano paulista e brasileiro, com a expectativa de vir a disputar o governo, haja vista que o governador não é candidato à reeleição. No momento certo isso vai ser discutido. Sinto também São Paulo e a população querendo manter as boas conquistas do passado e presente, mas com um olhar para o futuro. É dentro desse contexto que vou me colocar na hora certa como pré-candidato a governador.

E a relação com Alckmin?

Geraldo Alckmin será aliado em 2022, não será adversário nas eleições. Será aliado. Acho que vai decidir por esse caminho na eleição.

Doria disputará o Planalto?

Acredito que o Doria tem um legado de gestão, de combate à pandemia que aos poucos está sendo reconhecido pela população. Cada vez mais a gente sente que a população compreendeu as decisões tomadas em São Paulo e que foram as melhores para o estado e o Brasil. E isso credencia o governador a disputar as prévias do PSDB como pré-candidato à presidência. Acredito muito que ele será o candidato escolhido pelo PSDB nas prévias, e tenho trabalhado agora como tucano para que isso aconteça. Acho que ele conquistou esse espaço de debate nacional, fruto da sua dedicação, e acho que vai conseguir em 2022 o candidato do centro mais viável.

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