Obra da Linha Verde atinge 15,9% em 11 meses; era para ser 45,8%

Serviços executados no período somam R$ 8,9 milhões, mas eram para ter atingido R$ 25,5 milhões, de acordo com o contrato

Nos primeiros 11 meses de trabalho, a obra da etapa inicial do projeto da Linha Verde avançou 15,97%. O número representa o que foi feito entre os dias 30 de abril de 2020 e 29 de março de 2021.

Os serviços executados somaram R$ 8,915 milhões, segundo a última medição do Consórcio Projeto Linha Verde, formado pelas empresas Compec Galasso e Geosonda. De acordo com o cronograma estabelecido no contrato, a obra deveria ter atingido 45,85% (R$ 25,599 milhões) no período.

A Prefeitura alega que a emissão da licença de instalação pela Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) ocorreu apenas em novembro de 2020, três meses após o previsto pelo cronograma contratual, e que o verão 2020/2021 foi mais chuvoso, prejudicando os serviços iniciais da obra (terraplenagem e drenagem).

Apesar do atraso no cronograma, a entrega da obra segue prevista para o dia 21 de outubro desse ano.

LINHA VERDE.

Essa primeira fase da obra tem início na Estrada do Imperador (região sul) e segue até o Terminal Intermunicipal (região central). O custo é de R$ 55,832 milhões, sendo R$ 30 milhões de aporte do governo estadual. Na segunda fase das obras, que ainda não foi licitada, será criado o Anel Viário Leste, uma nova via que permitirá a interligação de toda a cidade ao Parque Tecnológico, sem a necessidade de uso da Via Dutra.

Somados todos os contratos, o custo da primeira fase da Linha Verde já chegou a R$ 161,69 milhões. Além da obra, R$ 60,9 milhões devem ser gastos com a desapropriação de áreas pertencentes à CTEEP (Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista), que somam cerca de 400 mil metros quadrados. Os 12 VLPs (Veículos Leves sobre Pneus), encomendados à BYD do Brasil, custarão R$ 34,732 milhões, e serão pagos mais R$ 4,36 milhões à Nansen Instrumentos de Precisão pelos equipamentos que serão usados para recarregar as baterias dos veículos. Além disso, a Urbam (Urbanizadora Municipal), estatal controlada pela Prefeitura, receberá R$ 5,867 milhões para fazer a supervisão da obra e também a supervisão ambiental do projeto Linha Verde.

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