‘Trocamos peça com o avião voando’, diz coordenadora de escola da região

Da Redação | @jornalovale

A educação em tempos de pandemia da Covid-19, seus desafios, soluções e propostas para o futuro foram tema de três dias de webinários promovidos por OVALE, entre esta terça e quinta-feira.

O terceiro e último dia de debate, nesta quinta dia, aconteceu entre representantes de escolas da região.

Com a pandemia, os colégios tiveram que se reinventar para minimizar o impacto no aprendizado dos estudantes ao longo deste período tão desafiador para toda a sociedade.

Participaram Nuricel Villalonga Aguilera, fundadora do Instituto Alpha Lumen, de São José dos Campos, Andrea Santos, coordenadora pedagógica do Fundamental 1 da escola Moppe, também de São José, e Cristiane Golin, coordenadora pedagógica do Colégio Jardim das Nações, de Taubaté.

“A pandemia afetou de forma semelhante a todas as escolas. Nós vivemos dificuldades diferente, que é migrar do presencial para o virtual. Com os maiores teve mais facilidade. A educação infantil ficou complicadíssima. As escolas foram para casa e a casa foi para a escola. Mas, sobrevivemos com louvor. Trocamos peça com o avião voando”, disse Cristiane, do Colégio Jardim das Nações.

Segundo ela, a preocupação inicial foi grande. “Ficamos preocupados em como manter os nossos filhos, alunos, aprendendo. Agora, a gente não está em situação confortável, mas já estabelecemos uma maneira de trabalhar. Os professores foram heróis”, disse.

Segundo ela, os protocolos de segurança sanitária são seguidos na escola. “Temos que ter um lugar seguro, mas sem que a criança sinta medo. Tenho um espaço seguro, mas acolhedor. Os riscos são minimizados o máximo possível”, afirmou.

Andrea, do Moppe, ressaltou as dificuldades e os desafios para migrar a escola do presencial para o virtual.

“A gente teve que mudar para uma realidade diferente, de muito medo. Antes, a gente levava trabalho para casa e agora vive uma realidade de levar tudo. Levamos cadeiras, computadores para os funcionários e tivemos que reestruturar tudo”, disse.

“Nada se comparar a virar 100% remoto. A gente se reestruturou em termos de tecnologia, de rede e teve que fazer uma restruturação muito grande nos formatos das aulas. Foi o nosso maior desafio e nossa maior conquista também”, afirmou.

“A gente precisou procurar um caminho adequado para manter a iteratividade dos alunos, para que continuem sendo investigadores, questionadores. E colocar em uma única videoconferência também era algo difícil”, disse.

Segundo ela, hoje, a escola está em uma situação bem melhor do ponto de vista pedagógico. “Estamos fazendo rodízio de alunos. Tem hora que estão em casa, hora que vão para escola”, afirmou a coordenadora.

“Ainda também não tivemos contágios internos e, assim, o nosso monitoramento está funcionando”, lembrou.

Nuricel, do Alpha Lumen, ressaltou que o instituto é uma ONG que busca impacto social. “Um dos projeto é o colégio Alpha Lumen. Então, a gente já contava muito com pesquisas e ações por conta dos demais projetos”, disse.

“Quando aconteceu a pandemia, veio aquele pavor, medo, é algo terrível. Mas as famílias se reuniram comigo e vimos uma oportunidade de acelerar a educação para projetos digitais”, afirmou.

Ela disse que escola foi ágil na hora de ajustar do presencial para o virtual. “Na semana seguinte, começamos com atividades para Fundamental 1, 2 e Médio. E, aos poucos, fomos fazendo ajustes, pois a interação do virtual é diferente do presencial”, disse.

“A gente trabalhou muito em artes e tivemos resultados muito bacanas, com coral, nossas orquestras e funcionou muito bem”, afirmou.

Ela também ressaltou os trabalhos no lado emocional. “Trabalhamos o sócio-emocional dos professores, trouxemos especialistas e fizemos uma série de ações bacanas”, disse.

“Nas aulas, cada professor tinha um moderador em sua sala virtual, para focar na interação com os alunos”, disse Nuricel.

Ela também afirmou que, até agora, não houve contágios de Covid-19 dentro da escola.

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