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Estado diz que HRs fazem 18,3 mil procedimentos na região; Colucci fala em inutilização no Litoral Norte

Publicado em 29/05/2021 às 00:11Atualizado há 01/07/2021 às 00:30
Vale Histórico. O governador João Doria (PSDB) durante o anúncio do Hospital Regional do Vale da Fé (Estado)

Vale Histórico. O governador João Doria (PSDB) durante o anúncio do Hospital Regional do Vale da Fé (Estado)

O atendimento hospitalar estadual no Vale do Paraíba se ancora em três grandes unidades, os hospitais regionais: Taubaté, São José dos Campos e do Litoral Norte.

Juntos, segundo a Secretaria Estadual da Saúde, eles oferecem 18,3 mil procedimentos por mês, entre consultas, exames, cirurgias e assistências terapêuticas, em mais de 38 especialidades.

Na última semana, o governador João Doria (PSDB) anunciou a construção, em Cruzeiro, do novo Hospital Regional do Vale Histórico e do Vale da Fé, que será referência a 17 municípios. Previsão é de abrir em janeiro de 2023.

Os três regionais já abertos contam com 4,3 mil funcionários, incluindo 1,1 mil profissionais da saúde.

O mais antigo é o Hospital Regional do Vale do Paraíba, em Taubaté, inaugurado em 2004 e principal referência para o atendimento da rede estadual na região, em média e alta complexidade e com perfil cirúrgico. A unidade ocupa área de 26 mil m² com 249 leitos.

Administradora do hospital, a Sociedade Beneficente São Camilo informa que o corpo clínico tem 500 médicos e 1.600 empregados ativos. São realizadas 8 mil cirurgias, 630 mil exames e 100 mil consultas por ano, em média.

Para desafogar a unidade, o governo inaugurou, em 2018, o Hospital Regional de São José dos Campos, referência para mais 10 municípios e administrado pelo Instituto Sócrates Guanaes.

O complexo é voltado ao atendimento nas especialidades de traumato-ortopedia, neurologia, cirurgia cardíaca e pediátrica e cardiologia. São 162 leitos, sendo 40 leitos de UTI (adulto e pediátrica) e 10 salas cirúrgicas, além de serviços de diagnóstico por imagem, hemodinâmica, endoscopia e colonoscopia.

Dois anos após a data prevista, o Hospital Regional do Litoral Norte, em Caraguatatuba, abriu suas portas em março do ano passado para reforçar o atendimento a pacientes com Covid-19. Segundo o Estado, a unidade “mantém sua atividade prioritária voltada à retaguarda da doença”.

O Estado vem sendo criticado por não operar o hospital na plenitude da capacidade.

“O Hospital Regional do Litoral Norte está subutilizado. O Estado precisa investir para tornar a capacidade dele 100% plena. Os municípios dependem disso e ainda estão levando pacientes para outras cidades”, disse o prefeito de Ilhabela, Toninho Colucci (PL).

Ele criticou o anúncio de um novo hospital regional antes de a unidade do Litoral Norte ter a sua capacidade totalmente instalada. “Temos aparelhos com risco de estragarem por causa de não utilizar. Não dá. A saúde não comporta isso”.

Em nota, a Secretaria Estadual da Saúde disse que o Hospital Regional do Litoral Norte foi “aberto antecipadamente em março de 2020 para atendimento à pandemia da Covid-19”.

“ Paralelo a isso, desde setembro do ano passado já mantém o Serviço de Apoio Diagnóstico Terapêutico em funcionamento, como parte do projeto de expansão das atividades previstas no perfil assistencial da unidade. Portanto não procede que máquinas ficam sem funcionamento”, completou.

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