CONTAMINAÇÃO ANDERSON FARIAS FERREIRA PASSOU PELA EXPERIÊNCIA DA COVID-19 E SE RECUPERA PEDINDO PARA QUE A POPULAÇÃO SE CUIDE

'A gente passa a dar mais valor à vida', afirma Anderson após se recuperar da Covid

Diagnosticado com a Covid-19, vice-prefeito de São José precisou ir para a UTI e a experiência o fez repensar a vida: 'Doença que pode matar'

Xandu Alves@xandualves10Publicado em 29/05/2021 às 02:00Atualizado há 01/07/2021 às 00:30
Anderson Farias, vice-prefeito de São José dos Campos (Divulgação)

Anderson Farias, vice-prefeito de São José dos Campos (Divulgação)

Mesmo tomando todos os cuidados, Anderson Farias Ferreira, vice-prefeito de São José dos Campos, contaminou-se pelo novo coronavírus. A doença o levou à UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e a refletir sobre a vida.

"Confesso que não foram dias fáceis, realmente passam muitas coisas pela cabeça. A doença é grave e pode matar", diz ele ao Gabinete de Crise de OVALE. Confira:

Como foi pegar a Covid?

É uma doença muito séria, que pode matar. No meu caso, fui parar na UTI para ficar em observação. Fiquei consciente em todo o momento e não precisei ser entubado. Tive o diagnóstico positivo no dia 5 de maio e logo fiquei em isolamento. No início, não tive sintomas. Mas seis dias depois, estava em casa com muita febre, tosse e cansaço. Fui levado para o Pronto Socorro do Hospital Municipal e lá me internaram. Confesso que não foram dias fáceis, realmente passam muitas coisas pela cabeça enquanto se está deitado num leito de hospital.

Sabe como se infectou?

Fica muito difícil saber como foi a minha infecção pelo vírus. Estava trabalhando, em minha rotina diária tomando todos os cuidados. Sempre utilizo máscara, lavo as mãos, uso álcool em gel com frequência e mantenho o distanciamento. Sigo os protocolos restritivos para cuidar da minha saúde e das pessoas ao meu redor. Mas em algum momento devo ter me descuidado e acabei me contaminando.

Muitos dizem que é um momento de refletir a respeito da vida, de até mudar posturas. Passou por isso?

Depois desta experiência, a gente aprende a dar mais valor à vida, a viver o momento presente. Um sentimento de gratidão também fica mais forte. Gratidão aos médicos e enfermeiros que estão na linha de frente no combate à pandemia, à minha esposa, meus filhos, à minha mãe sempre presente, aos amigos que torceram pela minha recuperação, ao meu pai que cuidou de mim lá de cima e a Deus, sobretudo, que em nenhum momento me desamparou.

Há jovens morrendo e tantos outros minimizando a doença. O que diria nesse momento da pandemia?

Gostaria de pedir a todos que respeitem os protocolos sanitários. Usem máscara, mantenham o distanciamento social, lavem as mãos. Cuidem de vocês e de suas famílias. Repito: a doença é grave e pode matar. Eu consegui resistir ao vírus, tive um ótimo atendimento médico e estou me recuperando. Mas, infelizmente, há pessoas onde o quadro se agrava e podem vir a morrer. Aqui em São José, me solidarizo com as famílias dos mais de 1.450 joseenses que perderam a vida para a Covid, pessoas jovens e idosas que deixaram um vazio e dor irreparáveis para seus familiares e amigos.

Por fim, ficou com alguma sequela? Como está a recuperação e quando deve retomar o trabalho normal?

Assim que tive alta, os médicos recomendaram repouso por mais 10 dias e ir retornando às atividades normais aos poucos. O próprio corpo vai ditando as regras e a gente precisa respeitar. Ainda sinto um pouco de cansaço e falta de ar.

Estou fazendo fisioterapia respiratória para me recuperar. Esta semana, estou voltando ao trabalho sem sobrecarregar o meu corpo. Pedalar, que é uma das atividades que mais gosto de fazer, vai ter que esperar um pouco mais.

E o mais importante: continuo usando máscara, higienizando as mãos e mantenho o distanciamento social.

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