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Comerciantes da RMVale projetam melhora no faturamento com flexibilização da quarentena

Da RedaçãoPublicado em 11/05/2021 às 07:09Atualizado há 01/07/2021 às 00:56
Restaurante em São José (Adenir Britto/PMSJC)

Restaurante em São José (Adenir Britto/PMSJC)

Os comerciantes, especialmente os de setores de bares e restaurantes, comemoram o relaxamento das regras da fase de transição do Plano SP, que agora permite abertura maior dos estabelecimentos, podendo funcionar até às 21h.

Com isso, vivem a expectativa de que possam ter uma melhora no faturamento e até mesmo a recontratação de funcionários que estavam sem trabalhar.

Antes, a abertura era permitida apenas até às 20h e, além disso, a capacidade de ocupação que era de 25% agora passou para 30%.

Pedro Moura, presidente da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes) no Vale do Paraíba, vê a decisão com alívio e perspectiva de dias melhores.

“Diante de um cenário de guerra onde os estabelecimentos estão fechando suas portas e demitindo em massa, só em São Paulo foram 12 mil estabelecimentos fechados, a retomada é algo positivo, uma esperança de tempos melhores”, disse.

Segundo ele, porém, a Abrasel aposta numa retomada consciente, com procedimentos que aplicam selos de qualidade e cartilhas que deverão ser adotados na retomada.

O presidente do Sinhores (Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares) do Vale do Paraíba, Antonio Ferreira Junior, que também é proprietário do restaurante Vila Velha, em São José dos Campos, também segue a mesma linha, mas critica o limite de horário.

“Foi muito importante essa reabertura que teve agora, pois, podemos retomar atendimento nas mesas. Importante também para o faturamento das empresas, a volta do relacionamento com os clientes”, disse Antonio Ferreira Junior, presidente “A empresa pode colocar de novo para trabalhar pessoas que só trabalham quando tem atendimento ao público, como os garçons”, afirmou.

Ele ainda entende que o horário deveria ser estendido até às 22h. Segundo Junior, o horário atual é inviável para muitos restaurantes funcionarem no período noturno.

“Mas nós continuamos críticos ao horário de funcionamento. Era 20h, depois governo botou 21h e para a gente não era suficiente. Muitos restaurantes não conseguem abrir à noite”, disse.

Segundo Junior, a ideia é que parem de receber clientes às 22h e fechem em definitivo às 23h. “Aí justifica uma pizzaria ou restaurante a la carte abrir a noite, senão não compensa”, afirmou Junior.

“O faturamento ainda nós temos limitações, pois é limitado a 30% e faz com que não tenhamos o faturamento pleno, mas já é alguma coisa”, disse.

Quando aos protocolos, o presidente do Sinhores garante que segue as indicações e recomendações do governo do estado, os decretos municipais. “Divulgamos isso para os empresários nos nossos canais de comunicação. O Sinhores sempre falou para cumprir os protocolos, pois aí as chances de se contaminar é muito menor. E quem não cumpre, é questão de fiscalização e que se cumpra a lei”, finaliza.

CAUTELA.

Entre os comerciantes, o clima ainda é de cautela. "A flexibilização é algo positivo para o comércio, mas requer cautela. Tanto da nossa parte, para que as adequações sejam feitas com segurança para nossos funcionários e clientes, como também para uma nova forma de se relacionar com o consumidor que está cauteloso para consumir fora de casa", fala Marcelo Luiz, um dos sócios da gelateria Mio Sogno di Gelato, em São José dos Campos.

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