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'Em UTI, não temos mais medicamentos', diz prefeito de São Sebastião

Felipe Augusto afirma que a cidade tem 40% de ocupação de leitos de UTI Covid não por falta de pacientes, mas de remédios: 'A situação ainda pode piorar'

Xandu Alves@xandualves10
03/04/2021 às 00:04.
Atualizado em 24/07/2021 às 02:45
Combate à pandemia. Barreira sanitária montada para a abordagem dos turistas em São Sebastião (Divulgação)

Combate à pandemia. Barreira sanitária montada para a abordagem dos turistas em São Sebastião (Divulgação)

O prefeito de São Sebastião, Felipe Augusto (PSDB), passa pelo pior momento de toda a pandemia, com falta de medicamentos para intubar pacientes graves na UTI (Unidade de Terapia Intensiva). Diante disso, ele faz um apelo a moradores e turistas: "Momento exige uma dedicação e conscientização diferenciadas".

Ao Gabinete de Crise de OVALE, o tucano diz que continuará com as restrições mais duras da região para conter a pandemia. Confira:

Como está a cidade?

Temos seis pessoas intubadas, cerca de 40% da UTI ocupada, com a urgência e emergência lotadas. É um momento que inspira muito cuidado, porque esses 40% não são por falta de pacientes, mas que não temos mais medicamentos. Não temos mais condição de intubar ninguém. Momento que exige atenção e cuidado e vamos seguir até 4 de abril com as restrições mais duras. Esperamos reduzir o número de visitantes.

As praias seguem fechadas?

Estamos com a restrição mais severa em função do megaferiado. Até 4 de abril seguem as regras mais duras. Há necessidade de apresentação de exame de PCR nos hotéis, barreira sanitária com testagem obrigatória e fechamento de quase todos os acessos às praias. Deixamos só um acesso aberto para caminhar, pegar sol e outros. Mas como a praia é indutora do turismo, que provoca aglomerações em comércios e outros, temos mais restrições nessa fase.

Há movimento de turistas?

Tem muitos turistas. Desde março de 2020, temos 60 mil pessoas que decidiram morar aqui. Temos 90 mil habitantes e 150 mil permanentes. A cidade está sobrecarregada, principalmente nos bairros da região sul. Isso sobrecarrega o sistema de saúde e o social. Quanto mais gente no feriado, mais complicada a situação.

Prefeitos vêm sofrendo ataques por medidas mais duras. Como o senhor encara essas críticas?

Não estamos tendo essas críticas aqui, porque encontramos um ponto de equilíbrio. Estamos vivendo a fase mais dura dessa pandemia, com pessoas contaminadas e indo ao estado crítico em poucos dias de sintomas. É alerta máximo nesse momento.

E os negacionistas?

A falta de sintonia do governo federal com os estaduais atrapalhou tudo. Se tivéssemos uma única linha de comando com única conduta no país, estaríamos numa situação melhor. Os municípios ficaram sozinhos.

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