'Não existe segunda onda em São Paulo', garante secretária Patrícia Ellen

Nome do Desenvolvimento Econômico do Estado, secretária disse em entrevista a OVALE que indicadores ainda não são graves e que SP deve fechar ano com PIB estável

Thaís [email protected]_thaisleite | @jornalovale

À frente do Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo, Patrícia Ellen acredita que o ano deve ser fechado com estabilidade no PIB estadual, à caminho da disponibilização da Coronavac e tendo como um dos principais desafios o combate às desigualdades, aceleradas com a pandemia.

Braço-direito do governador João Doria (PSDB), a secretária afirmou em entrevista concedida na sede de OVALE que o estado não registra uma segunda onda, mas, que se um agravamento for constatado, medidas duras devem ser tomadas. Confira:

Agravamento da pandemia.

Primeiro, não existe segunda onda no estado. Nós temos aqui uma situação onde temos em cerca de 10 casos a cada 100 mil habitantes e os países que estão nessa segunda ou até terceira onda estão registrando mais de 50 casos a cada 100 mil habitantes. O que está acontecendo na Europa e nos Estados Unidos é muito assustador. Então, de fato, a gente acaba vendo aquilo e fica esperando isso acontecer aqui, mas estamos muito longe disso. Para que nós tivéssemos uma situação parecida, o número de internações teria que crescer cinco vezes. Se isso acontecer, é óbvio que vamos ter que ter medidas muito muito restritivas e não é o caso nesse momento.

Coronavac.

Houve grandes avanços nessas últimas semanas, como a inclusão no rol nacional das vacinas mais estratégicas. A expectativa é finalizar essa etapa de testes para que possamos iniciar o processo de vacinação entre o fim desse ano e o começo do ano que vem.

Retomada.

Não serão anos fáceis, mas SP tem uma vantagem competitiva e uma posição estratégica nessa retomada. Dados do PIB publicados pela Fundação Seade mostram que fizemos a nossa retomada em V na pandemia. Há chance grande de no fim do ano fecharmos com uma estabilidade de PIB com relação ao início do ano ou uma pequena queda. A projeção para o Brasil é uma queda de 5% e a gente está dizendo que SP deve fechar com uma queda quase que inexpressiva. Agora, ano que vem será desafiador, porque o PIB é uma coisa, nós temos que olhar além disso: arrecadação, gestão fiscal, reforma administrativa e minha preocupação direta é o combate às desigualdades, porque há um cenário muito possível no mundo de uma retomada que se reflita bem no PIB, mas que acelere a desigualdade no mundo e é isso que não podemos permitir em SP. Nós temos que ajudar quem mais precisa.

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