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‘Embraer precisa lançar nova linha de aviões’, defende Ozires a OVALE

Em artigo exclusivo para OVALE , Ozires Silva defende que a fabricante invista em projetos de novos aviões para a aviação regional

@Da redaçãoPublicado em 29/08/2020 às 15:01Atualizado há 24/07/2021 às 15:03
Ozires Silva é homenageado na Embraer nesta segunda-feira (11) (Rogério Marques / OVALE)

Ozires Silva é homenageado na Embraer nesta segunda-feira (11) (Rogério Marques / OVALE)

Ex-presidente e um dos fundadores da Embraer, o engenheiro Ozires Silva defendeu em artigo exclusivo para OVALE que a fabricante brasileira invista em projetos de novos aviões para a aviação regional.

Segundo ele, a demanda por voos domésticos deve crescer no Brasil e no mundo como efeito dos impactos da pandemia do novo coronavírus, que afeta mais fortemente as rotas internacionais, ou seja, os aviões de grande porte.

“Este cenário ocorreu com os grandes jatos. Em passado recente, a Boeing americana e a Airbus europeia trouxeram ao mercado grandes aeronaves, como o Boeing 747 e o Airbus 380, agora ambos em processo de retirada de serviço, partindo para a produção de aviões menores e rentáveis”, apontou Ozires.

O engenheiro disse que a Embraer precisa aproveitar essa oportunidade de mercado e investir em novos aviões.

“A nossa Embraer, de grande importância para São José dos Campos, precisa reagir e lançar novos projetos de aviões adequados à essa demanda e, para isso, precisa contar com seus recursos humanos.”

Ozires citou ainda que o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, determinou a todos os titulares das entidades de controle e supervisão da Aeronáutica que estudassem e procurassem aplicar as sugestões feitas no Fórum Nacional do Transporte Aéreo, realizado em São Paulo.

A principal delas é a de o governo estimular o desenvolvimento da rede de transporte aéreo regional e da aviação geral no país.

“Hoje, em que pesem as restrições da pandemia da Covid-19, as consequências das decisões implementadas pelo Governo Federal tornaram possível abrir e colocar em operação centenas de pequenas empresas regionais, oferecendo os serviços aéreos à quase 200 cidades brasileiras. Nunca tivemos isso no passado”, apontou Ozires.

E completou: “O que aconteceu precisa ser do conhecimento de São José dos Campos, um dos maiores clusters da indústria aeronáutica mundial, para que a Embraer e seus fornecedores de peças e componentes tomem conhecimento do que está acontecendo no mercado, certamente em processo de grande reativação”.

No final do artigo, Ozires lembrou a importância do fator humano para a aviação: “As empresas precisam compreender que o seu fator mais competitivo é contar com a competência dos seus recursos humanos”.

Atualmente, a Embraer tem nas pranchetas o projeto de um avião turboélice de última geração para a aviação regional (até 70 passageiros), com propulsão que pode ser convencional ou híbrida (elétrica). Segundo a empresa, o projeto pode ser viabilizado por meio de futuras parcerias.

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