E agora, (São) José? Completando 253 anos, cidade enfrenta o maior desafio da história recente

Prestes a entrar no seleto grupo das 24 cidades brasileiras com mais de 800 mil habitantes, São José dos Campos enfrenta dura luta contra o novo coronavírus

Xandu [email protected] | @jornalovale

Aos 253 anos, que serão completados neste dia 27 de julho, São José dos Campos enfrenta o maior desafio de sua história recente com a pandemia do novo coronavírus.

Para superar o momento dramático, dar a volta por cima e adaptar-se aos novos tempos, o maior município do Vale e um dos mais importantes do país aposta em sua gente e na capacidade de inovar.

É hora de repensar a vida na metrópole regional, reinventar-se mais uma vez diante dos severos desafios e encaixar-se ao novo normal.

É a São José dos Campos de todos os cantos, dos céus e dos fortes. São Josés, Marias, Anas, Cláudios... que formam uma cidade acostumada a inovar diante de grandes desafios. E há um gigantesco.

O dilema está posto.

A cidade ultrapassou os 5.600 casos confirmados de Covid-19 nesta semana, 40% do total de casos da região. O número de mortes chegou a 173, 36% da totalidade do Vale.

Para Felicio Ramuth (PSDB), prefeito de São José, a pandemia do coronavírus é o maior desafio da sua geração. "Não só para São José, mas para prefeitos de muitas cidades do Brasil e do mundo. Não aconteceu na história recente fazer parte do Poder Executivo num momento de pandemia."

Segundo ele, trata-se de um desafio que envolve a saúde pública e a rede privada, que têm que trabalhar em sintonia.

"O SUS (Sistema Único de Saúde) foi importante para fazermos ações coordenadas. Os prefeitos têm a responsabilidade de cuidar e preservar a vida de toda a população. Não tenho dúvida de que é o maior desafio", declarou.

GUERRA.

Felicio comparou o atual momento a uma guerra em que os soldados e oficiais têm que arriscar a própria vida em defesa dos demais.

"Minha missão é servir, assim como alguém que vai para uma guerra coloca a sua vida em risco para cuidar da vida dos outros. Os profissionais de segurança e da saúde também. Me sinto fazendo parte desse time que coloca a vida em risco para servir aos outros", disse ele a OVALE. "Até hoje não tive tempo para parar e ter medo. Tenho consciência da gravidade, mas sigo trabalhando.".

O tucano ressaltou que a administração manteve os serviços funcionando em meio à pandemia mesmo contra tentativas de fechamento.

"Mantive as atividades assim como a prefeitura, que não fechou nenhum departamento, mesmo diante de ações do sindicato para fechar. Conseguimos mostrar que tomamos todos os cuidados necessários e mantivemos todos os serviços municipais abertos para atender a população."

De acordo com ele, a obstinação "serviu de exemplo" de como "o serviço pode ser prestado e, ao mesmo tempo, preservar a vida das pessoas".

Quem está na linha de frente dessa guerra, como o médico Thales di Tano, que atua no Hospital Municipal de São José, diz que a cidade é "referência em tratamento" no Vale.

"Os pacientes têm um suporte adequado para minimizar os danos da doença. Todos os funcionários do setor estão passando por treinamento e diariamente são submetidos a protocolos. Não nos faltam equipamentos de proteção individual durante nossos plantões. Acredito que, no final disso tudo, conseguiremos minimizar os efeitos da doença e se tornar referência para muitos lugares".

Prefeitura compra lote de remédios para UTI e evita desabastecimento

Como parte da estratégia para combater a Covid-19, o prefeito de São José dos Campos, Felicio Ramuth (PSDB), anunciou a compra de medicamentos sedativos e anestésicos usados em procedimentos com anestesia e em pacientes entubados.

Com a grande demanda por leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) no país, em razão da pandemia do coronavírus, os medicamentos estão em falta no mercado e isso compromete o tratamento de doentes graves.

Segundo Felicio, o Comitê de Contingência do Coronavírus na cidade identificou o problema "no mês passado" e providenciou a compra do medicamento. "Compramos um grande lote e temos estoque até o final do ano. Em São José não irá faltar".

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