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Diretor do Butantan, Dimas Covas prevê novos casos crescendo até outubro e que há 'falsa sensação' de inflexão da curva epidêmica

Da redação@jornalovalePublicado em 18/07/2020 às 02:00Atualizado há 24/07/2021 às 16:53
Pesquisa. Dimas Tadeu Covas, diretor do Instituto Butantan (Divulgação)

Pesquisa. Dimas Tadeu Covas, diretor do Instituto Butantan (Divulgação)

Diretor do Instituto Butantan e membro do Comitê de Contingência ao Coronavírus de São Paulo, o médico Dimas Covas projeta aumento de casos confirmados de Covid-19 no estado até outubro, com desaceleração a partir de novembro.

A quantidade de mortes deve continuar em um patamar considerado alto até o início de 2021.

A avaliação foi feita durante o webinar "Quatro meses de pandemia da Covid-19 no Brasil: balanço e perspectivas para o futuro", promovido pela Agência Fapesp (Fundação de Apoio à Pesquisa de São Paulo) e pelo Canal Butantan na última terça-feira (14).

"Embora muitos tenham a falsa sensação de que estamos em um momento de inflexão da curva epidêmica no estado, a realidade é que o número de novos casos ainda deve continuar aumentando pelo menos até outubro, considerando o nível de isolamento atual, entre 45% e 50%", afirmou Covas.

"A queda só deve ocorrer de fato a partir de novembro e isso se não houver alguma mudança na tendência".

Na avaliação dele, a curva de óbitos parece ter se estabilizado no estado, mas em um patamar elevado -- em torno de 300 por dia -- e tal situação deve se prolongar até o início de 2021.

"Alguns dirigentes têm usado o platô como argumento para relaxar as medidas de isolamento social. Mas, na realidade, o platô é a assinatura do fracasso das políticas de contenção", disse Eduardo Massad, professor e pesquisador da Escola de Matemática Aplicada da FGV (Fundação Getúlio Vargas) e participante do webinar.

"Toda curva epidêmica que se preze tem de atingir o pico e começar a cair. Mas, como há evidências de que a adesão ao isolamento está diminuindo, muito provavelmente a curva de novos casos vai se manter. Na cidade de São Paulo, por exemplo, ela deve se estabilizar em 17 mil novas infecções por dia até, possivelmente, novembro", acrescentou..

Pandemia. Trabalho de imunização em ponto de táxi na região central da cidade de S. José dos Campos (Cláudio Vieira/PMSJC)
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