Reforço de leitos da ala Covid deixou contrato do HU mais caro, diz Prefeitura

Após questionamento da oposição, governo Ortiz explicou à Câmara aditamento de R$ 4 milhões no contrato (o terceiro em um intervalo de 30 dias)

O governo Ortiz Junior (PSDB) informou à Câmara que o terceiro aditamento no contrato entre a Prefeitura de Taubaté e a SPDM (Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina) para a gestão do HU (Hospital Universitário) teve relação com as ações de enfrentamento ao novo coronavírus.

No valor de R$ 4 milhões, o aditamento assinado dia 27 de maio visou o pagamento de 10 leitos de UTI Adulto, quatro leitos de UTI Pediátrica e 18 leitos de cuidados em Ginecologia e Obstetrícia que ficarão reservados para o atendimento de pacientes com sintomas de Covid-19.

O requerimento foi apresentado pela oposição após a gestão tucana se recusar a informar à reportagem o motivo do terceiro aditamento.

O primeiro aditamento, de R$ 5,5 milhões, no dia 27 de abril, incluiu no contrato cirurgias oncológicas e próteses. O segundo, de R$ 2,5 milhões, de 12 de maio, já tinha relação com ações de combate ao coronavírus.

Com os três aditamentos, o contrato, que previa repasse de R$ 156,947 milhões à SPDM em 24 meses (R$ 6,53 milhões por mês), passou a custar R$ 168,954 milhões (R$ 7,03 milhões a cada mês), uma alta de 7,65%.

Em dezembro de 2019, após representação do Comus (Conselho Municipal de Saúde), o Ministério Público instaurou um inquérito para investigar supostos problemas na administração do HU, que passou a ser gerido pelo município em maio do ano passado. O governo Ortiz e a SPDM negam qualquer irregularidade.

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