Para empresários, Felicio diz que São José ultrapassou pico da pandemia e deve reabrir novos setores em julho

Segundo o prefeito, auge teria ocorrido no final de junho e cidade deve começar a registrar estabilidade; tucano espera reabrir bares e restaurantes após nova avaliação do Estado, em 10 de julho

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O prefeito Felicio Ramuth (PSDB) afirmou, em encontro com líderes empresariais do Desenvolve Vale, que acredita que São José dos Campos já alcançou o pico da pandemia contra o coronavírus e que prevê a reabertura de bares e restaurantes ao ar livre ainda em julho. O veredito deve ser apresentado após avaliação do governo do Estado de São Paulo, em 10 de julho.

Pela expetativa do tucano, a região avançaria para a terceira fase do Plano São Paulo, a chamada 'fase amarela' com o término da atual quarentena -- que vai até 14 de julho. A próxima fase também libera o funcionamento de salões de beleza e barbearias, e aumenta a capacidade de público atendido pelos estabelecimentos, que passam de 20% para 40%. 

Segundo o prefeito, a cidade já teria conseguido ultrapassar o 'pico' da doença respiratória no mês de junho e agora deve registrar uma estabilidade nos números.

"O auge aconteceu há cerca de 10 dias. No último sábado, completamos 48 horas sem óbito", disse.

Apesar de ter fechado o comércio aos fins de semana, com uma escalada de casos do vírus, o prefeito defendeu que a medida teve caráter educativo.

"Nossos números são os melhores entre as maiores cidades do estado, e nossa rede de saúde apresenta porcentagem de ocupação considerada baixa em relação a outras regiões. São José, por exemplo, tem 30 respiradores sobrando. Mas, precisamos educar a população para que não saia de casa, a não ser que seja necessário", afirmou.

ECONOMIA.

No encontro, o prefeito também afirmou que a crise econômica gerada pela pandemia deve resultar em uma queda de receita na casa dos R$ 140 milhões no município. Parte desse valor, de R$ 70 milhões, ele espera suprir com o auxílio do governo federal.

"Nossa capacidade de investimentos não foi alterada pois a administração economizou cerca de R$ 100 milhões, o que nos concedeu esta folga mesmo na situação de crise", defendeu.

Sobre a situação das maiores empresas abrigadas na cidade, ele afirmou que a Embraer, apesar da grave situação com a crise econômica e o rompimento com a Boeing, deve "trazer boas notícias" quanto à manutenção de empregos. No caso da GM, por exemplo, que havia anunciado investimento de R$ 6 bilhões na planta de São José, o prefeito afirmou que não houve recuo, mas não estabeleceu uma nova previsão de data.

VOLTA ÀS AULAS.

Para Felicio, a cidade já estaria preparada para retomar as aulas presenciais durante o mês de agosto. No entanto, ele afirmou não ver problema em se adequar ao protocolo do governo estadual, que prevê o retorno para 8 de setembro.

“A prefeitura já comprou os equipamentos necessários para o retorno das aulas, incluindo máscaras para crianças. Já temos um protocolo interno para a cidade, que será publicado assim que as aulas forem liberadas”, garantiu o prefeito.

"IRRESPONSABILIDADE".

Na reunião, Felicio apontou como uma "irresponsabilidade" o projeto que prevê o adiamento das eleições municipais para o dia 15 de novembro. Segundo ele, a medida leva insegurança aos eleitores e pode trazer complicações para os prefeitos eleitos.

"É uma irresponsabilidade. O prefeito eleito terá praticamente 15 dias para escolher secretários, arrumar as contas. Isso vai ser terrível. Fora que a eleição é uma injeção na economia da cidade, já que os candidatos usam os serviços do comércio para imprimir materiais de campanha, entre outras compras", disse.

O projeto encontra-se na Câmara dos Deputados.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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