Após 140 demissões, Taubaté reduz coleta seletiva, capina e varrição

Desligamentos na EcoTaubaté ocorreram após governo Ortiz solicitar redução dos custos do contrato, que custava R$ 6,1 milhões por mês; previsão é de que funcionários sejam recontratados em novembro, com retomada dos serviços

Chegou a 140 o número de funcionários demitidos durante a pandemia pelo consórcio EcoTaubaté, responsável pela limpeza urbana no município.

O número foi informado à Câmara pelo governo Ortiz Junior (PSDB), em resposta a requerimento da vereadora Loreny (Cidadania), que faz oposição à gestão tucana.

No início do mês, quando foi promovida grande parte das demissões, o consórcio alegou que a medida havia sido tomada após pedido da Prefeitura para reduzir as despesas com o contrato, que giravam em torno de R$ 6,1 milhões por mês – o pedido teria relação com a “crise econômica provocada pela pandemia de Covid-19”.

Em resposta ao requerimento da oposição, o governo Ortiz alegou que “trata-se de medida excepcional e temporária, por conta dos efeitos econômicos causados pela pandemia”.

A gestão tucana alegou que, apesar do corte, “todas as atividades essenciais serão mantidas: coleta domiciliar, coleta [de] resíduos de saúde, transbordo e destinação final de resíduos”.

Não foi informado o valor que a gestão tucana espera economizar com o corte. Quando o contrato foi firmado, em 2016, a previsão era de que ele custaria R$ 2,087 bilhões ao município durante 30 anos, o que representaria uma média de R$ 5,827 milhões mensais. Após diversos reajustes, o custo mensal estava em R$ 6,1 milhões antes da pandemia.

COLETA SELETIVA.

No início da noite dessa segunda-feira (29), o governo Ortiz divulgou um comunicado à imprensa em que reconheceu que, devido ao corte no contrato, a coleta seletiva e outros serviços serão reduzidos entre 1º de julho e 1º de novembro.

Nesse período, a coleta seletiva será realizada uma vez por semana e apenas na região central. A Prefeitura orienta que a população dos bairros leve os materiais recicláveis aos PEVs (Pontos de Entrega Voluntária).

Serviços como capina, poda de árvores e varrição também terão capacidade de atendimento reduzida.

Já outros serviços, considerados não essenciais, serão totalmente paralisados. A lista inclui varrição mecanizada, pintura de meio fio, limpeza de bocas de lobo e conscientização ambiental.

O governo Ortiz alegou que a previsão é retomar as atividades de forma integral em novembro, com a recontratação dos funcionários dispensados.

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