Após três aditamentos em 30 dias, contrato para gestão do HU fica R$ 12 milhões mais caro

Com aditamentos, o contrato, que previa repasse de R$ 156,947 milhões em 24 meses, passou a custar R$ 168,954 milhões

Em um intervalo de apenas um mês, o contrato entre a Prefeitura de Taubaté e a SPDM (Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina) para a gestão do HU (Hospital Universitário) ficou R$ 12 milhões mais caro.

Ao todo, foram feitos três aditamentos: o primeiro, de R$ 5,5 milhões, no dia 27 de abril; o segundo, de R$ 2,5 milhões, dia 12 de maio; e o terceiro, de R$ 4 milhões, dia 27 de maio.

Sobre o primeiro aditamento, o governo Ortiz Junior (PSDB) alegou que teve “como objetivo a inclusão de cirurgias oncológicas e próteses”. Sobre o segundo, a gestão tucana argumentou que “se deve ao reforço das ações de combate ao coronavírus”. Sobre o terceiro, a reportagem cobra uma justificativa desde o dia 9 de junho, mas não recebeu nenhuma resposta.

Com os três aditamentos, o contrato, que previa repasse de R$ 156,947 milhões à SPDM em 24 meses (R$ 6,53 milhões por mês), passou a custar R$ 168,954 milhões (R$ 7,03 milhões a cada mês), uma alta de 7,65%.

Em dezembro de 2019, após representação do Comus (Conselho Municipal de Saúde), o Ministério Público instaurou um inquérito para investigar supostos problemas na administração do HU, que passou a ser gerido pelo município em maio do ano passado. O governo Ortiz e a SPDM negam qualquer irregularidade.

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