Pandemia diminui ritmo de obras na RMVale, segundo TCE

Levantamento do TCE aponta 124 obras paralisadas ou atrasadas no Vale, representando um montante contratado de R$ 1,64 bilhão; 10 obras com problemas são da área de Saúde

Xandu [email protected] | @jornalovale

A pandemia da Covid-19 reduziu o ritmo de obras públicas na RMVale, região que acumula 124 empreendimentos paralisados ou atrasados no primeiro trimestre de 2020.

A soma dessas contratações, feitas entre 2011 e 2019 pelo governo estadual e pelos municípios, alcança um montante de R$ 1,64 bilhão, do qual R$ 1,57 bilhão já foi pago.

Os dados foram captados até 10 de abril pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado de São Paulo), que notifica os municípios e o governo estadual sobre a situação de cada empreendimento com problema de cronograma.

A lista traz 124 obras públicas em 29 cidades do Vale, em áreas como saúde, mobilidade e educação.

Do total de obras com problema de cronograma no Vale, 70 (56%) estão atrasadas e 54 (44%) estão totalmente paralisadas, segundo o TCE.

As prefeituras foram contratantes em 82% das obras --102 empreendimentos--, com o Estado sendo o responsável por 22 obras, 18% da totalidade.

De acordo com o TCE, o relatório apresenta os dados de todas as obras paralisadas e atrasadas informados pelas prefeituras e os órgãos contratantes e fazem parte da plataforma 'Painel de Obras Atrasadas ou Paralisadas', desenvolvida pelo Tribunal.

CIDADES.

Guaratinguetá é a cidade da região com o maior número de obras com problema de cronograma, com 11 empreendimentos, seis atrasados e cinco paralisados.

Depois aparecem Potim (9), Santa Branca (9), Jacareí (8), Caçapava (7), São Sebastião (7), Ilhabela (6) e São José do Barreiro (6).

São Sebastião, no Litoral Norte, lidera com o maior valor contratado para as obras paradas ou em atraso, somando R$ 827,4 milhões. Aparecem na sequência Caraguatatuba (R$ 542,1 milhões em cinco obras), Taubaté (R$ 49,8 milhões / 4 obras) e Jacareí (R$ 47,7 milhões / 8 obras).

SAÚDE.

Para piorar o quadro, do total de obras paralisadas ou em atraso, 10 são da Saúde, como ampliação e reforma de UBS (Unidade Básica de Saúde), de Unidade de Atenção Especializada e de ambulatórios.

Essas obras foram contratadas por R$ 14 milhões pelas prefeituras, dos quais R$ 9 milhões já foram pagos.

Caçapava tem duas obras paralisadas e uma em atraso, contratadas por R$ 1,57 milhão. Cruzeiro e Guaratinguetá têm duas obras cada e orçamento de R$ 251 mil e R$ 570 mil, respectivamente.

Com uma obra atrasada --construção do AME (Ambulatório Médico de Especialidades)--, Taubaté tem o valor contratado mais alto entre os municípios do Vale para obras com problema na Saúde: R$ 10,4 milhões orçados.

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