Após críticas, Taubaté compra 3.750 testes rápidos para detectar coronavírus

Município aplicou, até agora, apenas 23 exames para cada grupo de 10 mil habitantes; em outras cidades da região, como São Sebastião (831 para cada 10 mil habitantes) e Ilhabela (270 para cada 10 mil habitantes) esse índice é bem maior

Após críticas sobre o baixo número de testes aplicados na população, a Prefeitura de Taubaté vai comprar 3.750 testes rápidos para detecção do novo coronavírus.

O objetivo inicial era adquirir 5.000 exames por até R$ 540 mil, mas um dos lotes da licitação, com 1.250 testes e destinado a microempresas, fracassou depois que todas as interessadas foram inabilitadas no pregão eletrônico, realizado em 22 de maio.

O lote dos 3.750 testes foi vencido pela empresa Medlevensohn, do Rio de Janeiro, a R$ 99 a unidade – ou seja, o custo será de R$ 371 mil.

COMPARAÇÃO.

Na primeira quinzena de maio, o governo Ortiz Junior (PSDB) chegou a anunciar que passaria a aplicar testes rápidos em pessoas que tiveram contato direto com pacientes com resultado positivo para a doença.

Na época, foi usado como exemplo o caso de um morador de rua, de 32 anos, que testou positivo para Covid-19. Segundo a prefeitura, foram aplicados testes rápidos nos funcionários do abrigo e nos outros frequentadores do local, mas os resultados deram negativo.

Nas últimas semanas, no entanto, a prefeitura vinha sendo alvo de críticas pelo baixo índice de testagem da população. Até essa segunda-feira (1), por exemplo, apenas 740 exames foram colhidos na cidade, o que representa 23 testes para cada grupo de 10 mil habitantes.

Em outras cidades da região, esse número é até 3.513% maior, como em São Sebastião, que aplicou 7.400 testes rápidos (831 testes para cada grupo de 10 mil habitantes).

Em Ilhabela, outra cidade do Litoral Norte, foram feitos 945 exames até agora, o que representa 270 testes para cada grupo de 10 mil habitantes.

REPERCUSSÃO.

Questionada pela reportagem, a Prefeitura de Taubaté alegou que o número divulgado pelo município (740) inclui apenas os exames laboratoriais já feitos (que medem a carga viral), sem contar os testes rápidos (que avaliam anticorpos).

O governo Ortiz alegou que já recebeu kits de testes rápidos do governo estadual e que tem feito parcerias com instituições que adquiriram esses exames, mas não informou qual o total de testes rápidos aplicados na cidade.

A prefeitura afirmou que tem aplicado testes rápidos em abrigos municipais, asilos e profissionais da saúde da rede municipal e que pretende “aumentar a amostragem geral”, chegando a “20 mil testes”.

Assinar OVALE é

construir um Vale melhor


OVALE nunca foi tão lido. São mais de 23 milhões de acessos por mês apenas nas plataformas digitais, além da publicação de quatro edições impressas por dia. O importante é que tudo isso vem sempre com o DNA editorial de quem é líder em todas as plataformas, praticando um jornalismo profissional, independente, crítico, plural, moderno e apartidário. Informação com credibilidade, imprescindível para a construção de uma sociedade mais livre e mais justa, em um tempo em que a democracia é posta em risco por uma avalanche de fake news. Aqui a melhor notícia é a verdade. E nós assinamos embaixo. Assine OVALE e ajude-nos a ampliar ainda mais a melhor cobertura jornalística da região.