Estudo quer mostrar 'realidade regional' ao governo, diz Vitão

Presidente do Conselho da RMVale detalha que prefeitos elaboram estudo para apresentar ao governo estadual, com dados e sugestões para eventual flexibilização após o fim do atual período de quarentena

Caíque [email protected] | @jornalovale

Prefeito de Paraibuna e presidente do Conselho da RMVale, Victor de Cássio Miranda (PSDB), o Vitão, é um dos líderes da elaboração de um estudo que será entregue ao governador João Doria (PSDB) com a "realidade regional" para um eventual processo de flexibilização das atividades comerciais.

Plano levado para Doria

As realidades às vezes são um pouco distintas das cidades menores para as cidades consideradas grandes. Toda movimentação delas impacta muito as cidades consideradas pequenas. Estamos fazendo esse plano regional, a participação de todos porque temos que buscar um consenso, pensando de forma regional. [...] Estudamos em relação ao início do estudo do governo de flexibilizar. O que está priorizando é a nossa realidade? Por exemplo, uma loja em Paraibuna é muito diferente de uma loja do calçadão de São José e muito de uma loja no Brás em São Paulo. Você penalizar um lojista de cidade do interior é decretar falência dele. Então é abrir com restrição, às vezes um balcão na porta. A opinião dos prefeitos é que tem que ter restrição, mas em algumas lojas consideradas pequenas não tem aglomeração. E alguns comércios a gente vê como possível.

'Resistência' da quarentena

O Felicio [Ramuth (PSDB)] sempre apresentou os números de São José, sempre foi muito franco. Claro que nós prefeitos falamos, tudo que São José faz impacta nos demais. Agora vem um estudo de uma forma mais regionalizada, das microrregiões. Compilar todas as informações em um plano macro regional que vai ser levado ao Estado. O governo deu sinais de flexibilização a partir do dia 1º, agora nós mesmos estamos indicando nossa realidade e como entendemos ser mais seguro e com devidas restrições.

Baixa taxa de isolamento na região

As taxas de isolamento do governo são de cidades acima de 50 mil habitantes. No meu caso, em Paraibuna, a gente vê que as pessoas estão respeitando muito, as pessoas têm mais cuidado ainda. Os prefeitos estão fazendo as recomendações, as restrições de uso de máscara, higienização. São José tem estudos em mãos de número de leitos, pessoas infectadas, que já se recuperaram, então esses números acabam comprovando. Nas cidades menores vamos ficar com fiscalização e campanhas, cobrando da população.

Avanço de casos no interior

Todos os dados estão sendo levados em conta. Ainda estamos nos municiando de informações. O Codivap (associação de prefeitos) pagou um estudo levando todas as informações de saúde, leitos, economia das cidades, tudo compilado para mostrarmos ao Estado. Esse estudo vem de encontro em como abrir de uma forma responsável. O governo está sinalizando flexibilização. Então é comparar os estudos, o que o governo pretende e o que nós acreditamos. Se vai flexibilizar, que venha com todo critério. Não que todos estejam a favor, mas que, se acontecer, que seja de maneira responsável.

Cidades menores

O que sinto nas cidades menores é o apoio da população. Tem participado muito, ficado bastante em casa. Infelizmente não tem o acompanhamento desse isolamento, mas a gente percebe que a população tem colaborado. Vejo os prefeitos fazendo muitas ações como aferição de temperaturas, barreiras sanitárias, campanhas de conscientização.

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