Região tem quatro municípios no 'Top 20' das mortes em SP

São José dos Campos pulou da 7ª para a 6ª colocação no interior com mais mortes pela Covid-19, acumulando 11 óbitos até 1º de maio, três a mais do que no último levantamento

Xandu [email protected] | @jornalovale

O Vale do Paraíba tem quatro cidades entre as 20 do interior do estado de São Paulo com mais mortes confirmadas pela Covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus. São dados até o dia 1º de maio.

A lista é encabeçada por Santos (46 mortes), Praia Grande (24) e Sorocaba (20), respectivamente da Baixada Santista e da região de Sorocaba.

São José dos Campos pulou da 7ª para a 6ª cidade do interior com mais mortes pela Covid-19, acumulando 11 óbitos --três a mais do que no último levantamento.

Jacareí é a 15ª cidade paulista com mais mortes provocadas pelo novo coronavírus, com quatro óbitos, mesmo número de Taubaté, a 16ª da lista estadual. Caraguatatuba também tem quatro mortes e ocupa o 17º lugar.

A lista ainda traz São Sebastião (2 mortes e 37º lugar), Pindamonhangaba (2 / 38º), Cruzeiro (2 / 39º), Lavrinhas (1 / 55º) e Santa Branca (1 / 55º).

A região acumulava 32 mortes confirmadas de Covid-19 até 1º de maio, com 28 óbitos suspeitos, 570 casos confirmados e 964 suspeitos.

O número de mortes confirmadas cresceu 60% no Vale em uma semana: 20 óbitos em 23 de abril para 32, no dia 1º.

A taxa de crescimento dos óbitos é um dos parâmetros usados pelo governo estadual para determinar as cidades que poderão flexibilizar o isolamento social a partir de 11 de maio, quando começará a quarentena heterogênea.

No ranking geral do estado, a capital São Paulo tem 1.665 mortes pela doença, seguida de Osasco e Guarulhos, com 85 e 75, respectivamente.

ISOLAMENTO.

O aumento das mortes tem acompanhado a queda do percentual da população que está em isolamento social no estado e no Vale do Paraíba.

Os números de quinta (30) mostram que a taxa caiu para 46% no estado e ficou em 47%, em São José, caindo a 47% em Taubaté e a 49%, em Jacareí.

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), disse que a taxa de isolamento em 48% ou abaixo é 'sinal de alerta' e sem a 'menor condição de flexibilização'.

Segundo ele, se o índice permanecer baixo não haverá flexibilização da quarentena a partir de 11 de maio.

"Numa taxa de 48% de isolamento não há a menor condição de flexibilização de isolamento, com os riscos de colapso no atendimento público. Temos que orientar e pedir às pessoas que, se querem sair do isolamento, colaborem e fiquem em casa".

"Nada será feito em São Paulo e mesmo fora da capital sem a prévia e expressa recomendação da área da saúde. Se a saúde recomendar novas medidas [mais restritivas], não hesitaremos em adotar".

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A taxa de isolamento abaixo de 50% põe em risco a proposta de flexibilizar a quarentena a partir de 11 de maio, como anunciou o governo estadual. O índice é considerado adequado entre 50% e 60%, e ideal em 70%.

O estado e São José dos Campos registraram 47% nesta quarta-feira (29), com 48% em Taubaté. Os índices são considerados baixos. "Precisamos elevar para perto de 60%", disse o secretário estadual da Saúde, José Henrique Germann.

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