Empresas de São José fazem desinfecção na favela de Paraisópolis, em SP

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A favela de Paraisópolis deve ser contemplada, a partir desta quinta-feira (23), com serviços de pulverização aplicados por empresas de São José dos Campos. O trabalho, feito pela Farma Conde e pela VOA, teve início em São José dos Campos e também deve passar por Tremembé, Cruzeiro, Salesópolis, Ubatuba, Caraguatatuba e São Sebastião.

Para a realização da ação em Paraisópolis, a Farma Conde vai utilizar quatro pulverizadores de grande porte, puxados por tratores, 50 pulverizadores individuais de costas, além de oito drones, da VOA. Cada drone tem capacidade de cobertura de área de 20 hectares por dia.

Para cobrir a área da favela, que conta com 100 mil habitantes e está localizada na zona sul de São Paulo, será necessário o apoio de uma equipe de 60 pessoas também contratadas pela Farma Conde. Além do serviço de pulverização, a equipe irá distribuir 20 mil máscaras, 20 mil frascos de álcool em gel e 20 mil frascos de vitamina C para os moradores.

Para implementar a ação de pulverização, a Farma Conde investiu cerca de R$ 1 milhão na aquisição dos equipamentos de pulverização, além de tratores, matéria-prima e contratação de pessoal. O objetivo da empresa é colaborar com o poder público no combate ao Covid19.

Os quatro pulverizadores de grande porte têm capacidade reservatória de 2 mil litros cada um. Esses equipamentos são utilizados para pulverizações de grandes extensões, sendo transportado por tratores.

Em complemento aos pulverizadores de grande porte, são utilizados também 50 equipamentos de pequeno porte, que são manuseados individualmente. A capacidade de cada um é de 20 litros. Tais equipamentos são utilizados para pulverização de áreas menos extensas e de acesso mais difícil.

Já a matéria-prima a ser utilizada é o hipoclorito de sódio, produto largamente utilizado como desinfectante e que não oferece toxidade para o ser humano, nem para animais.

Para o líder comunitário de Paraisópolis e coordenador nacional do G10 das Favelas, Gilson Rodrigues, a parceria possibilita atender os moradores da comunidade de forma mais eficaz no combate ao novo coronavírus.

"Essa parceria é uma resposta do nosso cuidado com a comunidade. A ação atende a população de Paraisópolis. Na ausência de políticas públicas, nós, moradores de favelas, estamos criando nossas próprias políticas. Os números de infectados nas periferias estão aumentando a cada dia e precisamos proteger as comunidades e preservar a saúde dos moradores", disse.

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