Professores temporários de S. José voltarão às escolas

Medida atinge 835 professores temporários da rede municipal; prefeitura diz que, se isso não fosse feito, contratos com os temporários teriam que ser rompidos

Da redação @jornalovale | @jornalovale

O prefeito de São José dos Campos, Felicio Ramuth (PSDB), editou um decreto que estabelece que os 835 professores contratados por prazo determinado (temporários) retornarão às atividades pedagógicas nas escolas a partir do próximo dia 22.

Segundo apuração da reportagem, os professores temporários irão elaborar atividades à distância para os estudantes da rede municipal de ensino.

A medida, que já publicada no Boletim do Município, gerou críticas do Sindicato dos Servidores e também por parte da oposição.

O sindicato, por exemplo, classificou a atitude de "arbitrária e inconsequente" e disse que ela vai na contramão do distanciamento social orientado pela OMS (Organização Mundial de Saúde) devido à pandemia.

"Essa medida, justamente no período em que a disseminação do Covid vai atingir níveis ainda mais alarmantes, é atentar contra a saúde de toda a população", disse a diretora de comunicação da entidade, Jéssica Marques. Segundo ela, o sindicato analisa medidas jurídicas contra o decreto.

O retorno ao trabalho dos professores temporários também foi criticado pela oposição. "Não tem cabimento o prefeito, em uma total falta de respeito e cuidado com a vida das pessoas, emitir um decreto obrigando 835 professores de prazo determinado voltarem às escolas a partir do dia 22 de abril. Contrariando todas as recomendações da Organização Mundial de Saúde, dos especialistas de saúde, de que o momento é para ficar em casa, ele manda as pessoas voltarem para as escolas", disse o vereador Wagner Balieiro (PT). "É hora de a gente fazer a economia e a parte social da cidade servirem as pessoas, e ajudar a cidade a enfrentar essa crise, e não com medidas cruéis como essa que a gente está vendo, que é típica de pessoas negacionistas, que estão negando a realidade do que está acontecendo na cidade", completou.

OUTRO LADO.

Em nota, o governo Felicio alegou que a volta dos temporários foi decidida devido à "natureza do contrato administrativo celebrado com o professor contratado a prazo determinado, evitando a ruptura do contrato celebrado".

O texto acrescenta que "todas as medidas de prevenção estão sendo tomadas".

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