Demissão e corte na Chery; GM planeja férias coletivas

Montadora encerra produção de motores (Powertrain) em Jacareí e demite; GM anuncia férias coletivas em São José; indústrias do Vale sentem primeiros impactos do coronavírus

Xandu Alves @xandualves10 | @xandualves10

A Caoa Chery demitiu 59 trabalhadores da fábrica de Jacareí, nesta quarta-feira (18), e encerrou as atividades da produção de motores.

Foram demitidos trabalhadores da produção e do setor administrativo.

O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos criticou: "Colocam os trabalhadores numa grave situação de desemprego no momento em que mais precisam de estabilidade, pelo coronavírus".

As demissões representam 10% dos funcionários da montadora na cidade. Antes dos cortes, a Chery tinha 540.

Segundo o sindicato, a Chery argumentou que os cortes são resultado da perspectiva de queda na produção. Em Jacareí, a montadora produz os modelos Arrizo 5 e Tiggo 2 e já está se preparando para iniciar a produção do Arrizo 6.

CHINA.

Com o encerramento da Powertrain, que produzia 60 motores por dia em Jacareí, ainda de acordo com o sindicato, a Chery passa a importar motores da China.

"Não podemos aceitar demissões num cenário em que a população mais precisa de seus empregos e planos de saúde. O sindicato vai cobrar do poder público medidas em favor dos trabalhadores. Nem a Chery nem qualquer outra empresa pode fazer demissões neste momento", disse Guirá Borba de Godoy Guimarães, diretor do Sindicato dos Metalúrgicos.

Procurada, a Caoa Chery confirmou os desligamentos. "Esta medida tem por objetivo reequilibrar a operação da empresa no país e resistir ao cenário econômico atual e previsto para os próximos meses", informou, em nota.

FÉRIAS.

A montadora General Motors vai adotar férias coletivas em todo complexo de São José como forma de prevenção ao coronavírus.

A informação é do Sindicato dos Metalúrgicos, que pediu licença remunerada.

Em comunicado divulgado nesta quarta-feira (18), segundo o sindicato, a GM informou aos funcionários sobre férias parciais e setoriais entre 30 de março e 12 de abril.

O sindicato pede a liberação imediata: "A expansão do contágio exige medidas urgentes por parte das empresas".

A GM confirmou a medida para "ajustar a produção à demanda do mercado", mas não informou quantos trabalhadores serão atingidos. A GM tem 3.800 em São José..

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