Documento OVALE especial: Guerra contra o coronavírus

Inimigo Invisível que se prolifera sem respeitar nenhuma fronteira causa a maior crise de saúde pública do século 21 e a maior crise global desde a Segunda Guerra Mundial

Pandemia. A edição do caderno Documento OVALE traz o debate sobre o inimigo invisível que se prolifera sem respeitar nenhuma fronteira causa a maior crise de saúde pública do século 21 e a maior crise global desde a Segunda Guerra Mundial. O material completo pode ser acessado pelo link.

O mundo contra o vírus. Uma microscópica partícula infectante, sem célula própria, composta de uma parede celular e seu material genético, foi capaz de paralisar o planeta Terra.

Os países travam guerra mundial contra a maior crise de saúde pública do século 21 e a maior crise global desde a Segunda Guerra Mundial, encerrada há 75 anos.

Esse invisível inimigo vem se proliferando desde o final do ano passado, quando foram reportados os primeiros casos do novo coronavírus na China.

Coronavírus são famílias de vírus que causam infecções respiratórias. O novo agente foi descoberto em 31 dezembro de 2019. Ele provoca a doença batizada de Covid-19.

Até sexta-feira (27), o vírus havia infectado mais de 560 mil pessoas em 203 países e territórios do mundo, matando mais de 26 mil pessoas.

O Brasil tinha 92 mortes e 3.417 casos confirmados, sendo 1.223 deles em São Paulo, estado com 69 mortes.

O Vale do Paraíba investiga 10 mortes suspeitas por coronavírus e já tem um óbito confirmado, em Taubaté. Há ainda 20 casos positivos, alguns aguardando contraprova, e 749 suspeitos.

Os números crescem rapidamente em todo mundo. Isso revela a urgência em adotar medidas baseadas na ciência e nas autoridades médicas e sanitárias para achatar a curva de crescimento do vírus.

“Não temos vacina contra coronavírus. Temos que tomar medidas drásticas. Não há meias palavras”, disse Helena Sato, coordenadora interina do Centro de Contingência do Coronavírus de São Paulo.

China e Coreia do Sul agem rapidamente e entram em ritmo de queda da epidemia, enquanto Itália vive uma grande tragédia

China foi o país mais impactado pelo novo coronavírus no início da epidemia, desde o final do ano passado. A doença também se alastrou rapidamente para a Coreia do Sul.

Atualmente, os países servem de exemplo para nações do mundo inteiro, inclusive exportando médicos para trabalhar em outros países, por terem obtido as primeiras vitórias contra o novo vírus.

China e Coreia do Sul se prepararam rapidamente para o campo de guerra tão logo o conflito foi deflagrado.

Eles treinaram seus soldados da linha de frente, cavaram as trincheiras no lugar certo, utilizaram as armas corretas e contaram com a retaguarda adequada, para dar suporte ao enfrentamento do inimigo.

O resultado é que China e Coreia do Sul conseguiram estancar a subida dos casos e de mortes, entrando numa tendência consistente de queda da epidemia.

A China tem 81 mil casos e 3,2 mil mortes pelo coronavírus, tendo conseguido zerar, em 18 de março, a transmissão local. A principal medida foi adotar o distanciamento social e a paralisação de atividades, além de testes na população.

A Coreia do Sul foi ainda mais eficiente. Com 9,3 mil casos, o país registrou 139 mortes, uma das menores taxas do mundo. A Itália, por exemplo, demorou a reagir e hoje tem 86,4 mil casos positivos e 9,1 mil mortes, os maiores números entre todas as nações.

No Brasil, o estado de São Paulo vem adotando estratégias semelhantes às de China e Coreia do Sul, restringindo a circulação de pessoas, evitando aglomerações e aumentando a quantidade de testes e da rede de atendimento aos pacientes graves.

"Precisamos basear o nosso trabalho nas experiências internacionais bem sucedidas. Não vamos parar na nossa responsabilidade de salvar vidas", disse o governador de São Paulo, João Doria (PSDB).

"Estamos numa guerra perigosa e com muitas vítimas, mas é com um fim determinado, e as pessoas precisam compreender isso. Estamos trabalhando para que ela seja o mais breve possível. Antecipar o seu fim não vai concluir a guerra, vai ampliar vítimas."

A maior crise de saúde pública do século também trará impactos sem precedentes na economia dos países, cujo alcance ainda não é possível conhecer completamente.

O vírus provocou queda nas principais bolsas de valores do mundo, atingiu severamente o setor de turismo e viagens aéreas, impactando companhias em todo o planeta.

Fabricantes de aviões como Embraer e Boeing, que estão em plena campanha para associarem-se, sentiram profundamente o golpe. A Embraer chegou a perder metade do valor de suas ações e a Boeing pediu ajuda de US$ 60 bilhões ao governo americano.

Os prejuízos mostram que a guerra é global e vai mudar o mundo. Nenhuma nação sairá da mesma forma dessa guerra.

Haverá quem se recuperará mais rapidamente, como China e Coreia, e quem padecerá mais tempo, como Itália. Brasil tem que fazer sua escolha.

O INIMIGO

Vírus desafia as autoridades médicas e sanitárias do mundo e provoca a ciência, que corre para entender o seu comportamento; no corpo humano, ele ‘escraviza’ células

A ciência começa a desvendar os segredos do hoje maior inimigo do mundo, o novo coronavírus, que ameaça dizimar milhões de pessoas e causar uma recessão econômica mundial sem precedentes.

Em guerra contra o vírus, que já infectou moradores em mais de 200 países e territórios, o mundo acompanha com estupefação a evolução da doença.

Suspeita-se que o contágio tenha começado entre novembro e dezembro do ano passado, na região de Wuhan, na província de Hubei, na China. O primeiro caso foi relatado no último dia de 2019.

Há indícios de que a pandemia tenha se originado da transmissão do vírus de animais para humanos, com ligação ao Mercado de Frutos do Mar de Huanan, em Wuhan, na China. Lá, vendem-se animais vivos.

A doença provocada pelo novo coronavírus foi batizada de Covid-19, sigla em inglês para Corona Virus Disease (Doença do Coronavírus). O “19” faz referência ao ano de 2019.

Os coronavírus são bem conhecidos da humanidade e causam infecções respiratórias em seres humanos e em animais. Geralmente, são doenças respiratórias leves a moderadas, semelhantes a um resfriado comum. Já o novo coronavírus é uma nova cepa do vírus, com contágio mais acelerado.

“H1N1 Influenza e o coronavírus têm semelhanças no tipo de transmissão e quadro clínico. Diferença é que para H1N1 tem a vacina. As pessoas estão imunizadas”, disse Alex Galoro, médico patologista clínico e gestor do Grupo Sabin Medicina Diagnóstica, responsável pelos laboratórios de São José dos Campos, Jacareí, Taubaté e Campinas.

Segundo ele, todos os vírus sofrem mutações e foi o que aconteceu com o novo coronavírus, o que dificulta o combate e a criação de medicamentos e vacina.

“O vírus é uma partícula infectante, não tem célula própria, tem parede celular e dentro o material genético. Ele depende de organismos e células vivas para conseguir se replicar e proliferar”, explica o especialista.

Dentro do corpo humano, o vírus entra em células e insere o seu material genético. As células deixam de fazer o metabolismo normal para reproduzirem o vírus e trabalharem para ele. Transformam-se em “zumbis” do coronavírus.

Nos pulmões, essas células “escravizadas” fazem o maior estrago e causam pneumonia, falta de ar e mais complicações respiratórias, que podem levar à morte.

“Esperamos mais óbitos, pois vivemos numa epidemia”, afirma José Henrique Germann, secretário de Estado da Saúde. “Estamos começando a conhecer o comportamento do vírus”.

Galoro chama de “teoria da conspiração” a informação que circula pela internet, inclusive compartilhada por filhos do presidente da República, de que o novo coronavírus foi criado em laboratório, na China.

“Não acredito que se tenha a tecnologia para criar vírus mutante. A história natural é muito mais crível”, diz ele.

“O mercado em Wuhan tem muito contato com animais silvestres e eles são os hospedeiros dos vírus. A possibilidade de ter mutação nesses animais é grande e as condições sanitárias facilitavam a transmissão para humanos”.

Para ele, o isolamento é a melhor resposta neste momento.

SOMOS UM

Mais de 200 países e territórios enfrentam o novo coronavírus, numa escala assustadora de contágio e morte, obrigando a esforços conjuntos e ao mundo pensar coletivamente

Mil povos, um vírus.

Mil vírus, um povo.

A pandemia do coronavírus exige isolar famílias, amigos e vizinhos, mas também permite que todos se somem para vencer a batalha pela vida.

Sem eufemismo, a doença mostra que solidariedade, respeito ao outro e resiliência são os "remédios" para vencê-la. Ódio, indiferença e agressividade jogam no time do vírus.

O mundo se revela enormemente vasto e afetivamente pequeno. Somos um por todos e todos por um.

É preciso fazer cair as barreiras econômicas e políticas, ajudar os mais vulneráveis e seguir as recomendações médicas de isolamento.

Estudo feito 30 cientistas do Imperial College de Londres aponta que estratégias radicais de isolamento social podem salvar mais de 1 milhão de vidas no Brasil.

Eles calcularam o número de infectados, pacientes graves e mortos em cinco cenários de disseminação do vírus no Brasil. Sem medidas de isolamento, o país pode ter até 1,15 milhão de mortes. No cenário de restrições mais drásticas e precoces, as mortes seriam 44 mil.

Combate ao coronavírus exige união de esforços, restrições e põe por terra dicotomia entre saúde e economia

O distanciamento social é considerado a medida mais eficaz para achatar a curva de crescimento da contaminação pelo novo coronavírus, fazendo com que o número de infectados cresça em menor velocidade e em maior tempo, desta forma não colapsando o sistema público de saúde.

“As restrições recomendadas e determinadas pelo Estado estão em linha com a literatura científica e as demais histórias de epidemia que se conhecem. É preciso evitar as aglomerações promovendo o distanciamento social. Os dados mostram que estamos no caminho certo”, diz José Henrique Germann, secretário de Estado da Saúde.

“A necessidade de observar o distanciamento social é fundamental para chegar ao meio da epidemia garantindo o tratamento dos pacientes, com qualidade.”

Nesse contexto, quando a situação pede união de esforços, o Brasil flerta perigosamente com a estratégia de dividir.

Paira no país a falsa dicotomia entre crise de saúde e crise econômica, como se fosse possível escolher entre uma e outra. Não é.

“Teremos efeitos na economia. Todos os países estão passando por isso. O impacto será sentido em virtude da queda de vendas e, por consequência, na queda de produção. Mas primeiro tem que preservar a vida”, disse Henrique Meirelles, secretário da Fazenda e Planejamento de São Paulo.

A crise econômica virá de qualquer forma e o país deve-se preparar para minimizá-la, tomando medidas de amparo aos mais vulneráveis, como desempregados e trabalhadores informais, e de apoio a micros, pequenos e médios empresários, que empregam a maior parte da força de trabalho do país.

Em paralelo, travar a luta no campo da saúde pública, esta de maior urgência dada o crescimento da pandemia. Ou seja, o Brasil precisa fazer a escolha de ter crise econômica (em maior ou menor grau) associada ao colapso na saúde, com milhares de mortes. Ou se vai enfrentar a recessão com o sistema de saúde suportando o atendimento aos casos de coronavírus, com queda nos casos e mortes.

ITÁLIA.

No mundo, a Itália se transformou no principal case de erro estratégico no combate ao coronavírus, o que vem custando muito caro ao país, que já tem o maior número de casos positivos (86,4 mil) e mortes (9,1 mil).

Num primeiro momento, a Itália reagiu com o discurso que o presidente Jair Bolsonaro tem adotado por ora no Brasil, a de que o país não pode parar.

Bolsonaro minimizou a doença (chamou de ‘gripezinha’), antagonizou com governadores que decretaram quarentena, principalmente com o de São Paulo (João Doria) e determinou o lançamento de uma campanha publicitária com esse mote, que custará R$ 4,8 milhões.

Nesta sexta-feira, o presidente incentivou manifestações em todo país em desobediência à quarentena. Houve carreatas e protestos em várias cidades.

Na Itália, o prefeito de Milão, Giuseppe Sala, admitiu nesta quinta-feira que errou ao apoiar a iniciativa “Milão não para”. A região da Lombardia, onde fica a cidade, tinha 250 pessoas infectadas pelo novo coronavírus há um mês. Hoje, há 34.889 doentes e 4.861 mortes na região, a mais afetada da Itália.

Num programa de televisão, Sala reconheceu o erro: “Muitos falam daquele vídeo que circulava com o título #Milãonãopara. Era 27 de fevereiro, o vídeo estava explodindo nas redes, e todos o divulgaram, inclusive eu. Certo ou errado? Provavelmente errado”.

No Brasil, a postura de Bolsonaro, que contraria às próprias orientações do Ministério da Saúde, revoltou governadores.

Wilson Witzel (PSC), do Rio de Janeiro, pede que o presidente se retrate e dê as recomendações corretas à população.

Em São Paulo, João Doria disse que o país tem dois governos: “Um que acerta na política pública com o Ministério da Saúde e outro pregando o contrário [pelo Bolsonaro]. Qual governa?”.

Em entrevista coletiva nesta sexta, Doria disse: “Não é racional fazer política com a vida das pessoas. O Brasil precisa discutir quem será o fiador das mortes no país?”.

NO FRONT

Médicos, enfermeiras, técnicos de enfermagem, trabalhadores de manutenção e limpeza estão na linha de frente do combate ao novo coronavírus, lutando contra o vírus e descaso

Muitos são os ‘guerreiros’ na batalha contra o novo coronavírus.

Eles estão nas equipes da saúde que lidam diretamente com os infectados pela doença, e que muitas vezes acabam se contaminando.

Também estão nos trabalhadores da limpeza, em hospitais e nas cidades, que mantêm estruturas limpas e sem contaminação pelo coronavírus, que pode sobreviver fora do corpo humano por algum tempo, dependendo das condições.

OVALE conversou com alguns desses personagens para sentir o drama de enfrentar uma pandemia e um vírus novo para a ciência, que causa problemas graves de saúde e leva à morte.

Gerente executiva assistencial da Santa Casa de São José dos Campos, Lucimara Aparecida da Silva conta que o hospital montou um comitê de crise e faz reuniões diárias, ou até várias vezes ao dia, para redefinir local, fluxo e manejo dos pacientes.

“Com certeza é um desafio, pois é uma situação nova, onde estamos buscando sempre oferecer segurança para nossos pacientes e nossos colaboradores”.

Atendendo pacientes graves que chegam à Santa Casa, segundo Lucimara, os profissionais ainda enfrentam hostilidade e agressões foram do ambiente hospitalar. Em outros países, médicos e enfermeiros têm sido aplaudidos nas ruas.

“Nossos profissionais estão motivados, mesmo enfrentando críticas e sendo hostilizados por parte da população. Neste momento, eles estão fazendo a diferença no atendimento a esses pacientes. Estamos focados e preparados”.

Especialista em terapia intensiva e cardiologista, Augusto Urena, diretor clínico da Santa Casa de São José, disse que o momento é de “dar o melhor que a gente tem para a pronta recuperação dos pacientes, com os cuidados que temos que ter nesse trabalho”.

Segundo ele, que tem 30 anos de experiência em medicina, a pandemia trouxe desafios aos profissionais da saúde. “Deparamos com desafios nos cuidados com as secreções e contato com o vírus. Temos que ser rigorosos nos protocolos. Espero que tenhamos saúde e força para sair dessa crise”.

NA SUA MÃO

Coronavírus contamina milhares de pessoas ao redor do planeta em uma rapidez inédita, mas o enfrentamento da doença começa com ações individuais, como higiene e isolamento

Um simples ato de lavar as mãos pode salvar a sua vida.

É o que dizem os médicos sobre como prevenir do contágio do novo coronavírus.

A primeira dica é de higiene: lavar bem as mãos, com água e sabão, e higienizar com álcool gel. E não levar as mãos sem limpeza à boca, nariz e olhos. Medidas simples e ao alcance de milhões de brasileiros.

Embora ataque grandes parcelas da população mundial, com uma rapidez inédita, o coronavírus faz com que atitudes individuais sejam necessárias para vencer a pandemia.

Cada um tem a responsabilidade diante de si: seguir as recomendações sanitárias, de isolamento e higiene, para brecar a propagação do vírus.

“Do ponto de vista epidemiológico, o isolamento restringe a capacidade de disseminação [do vírus] e as pessoas vão demorar mais para ficar doentes, o que diminui o número de infectados ao mesmo tempo”, explica o médico patologista clínico Alex Galoro, gestor do Grupo Sabin Medicina Diagnóstica.

Para ele, se tirar toda a quarentena, é o caos total. “São imprescindíveis medidas de controle, quarentena e isolamento, o que tem tido sucesso no mundo”.

O especialista avalia que a desigualdade social no Brasil dificulta o enfrentamento da pandemia, especialmente se o vírus se espalhar por comunidades extremamente pobres, sem saneamento básico e acesso a água tratada.

“Devemos rever hábitos culturais que predispõem e deixam expostos a esse tipo de situação, além da saúde pública no combate às grandes epidemias, para uma atuação rápida e de maior envergadura”, afirma.

O engajamento contra o coronavírus começa com os indivíduos, que podem fazer a diferença, e vai passando soa núcleos familiares e estruturas maiores, como redes sociais e profissionais.

Antônio Medeiro é um líder de produção em uma fábrica da região que segue as orientações sanitárias e de saúde desde o início. Pela idade (61 anos), ele foi orientado a permanecer em casa e trouxe afazeres do trabalho para manter-se profissionalmente ativo.

“Tenho trabalhado de casa e tomado todas as precauções que os médicos recomendam. Não saio de forma alguma e ainda conscientizo meus familiares pelas redes sociais”, contou ele.

VERDADE vs. FAKE NEWS

Em meio à dura guerra no enfrentamento ao novo coronavírus, outra batalha é travada na trincheira aberta em sua timeline, opondo fatos e boatos, informações e mentiras. Contra a epidemia de fake news, o jornalismo é a melhor arma.

É o único e eficiente remédio.

De acordo com pesquisa internacional, feita em 10 países pela Edelman Trust Barometer, agência global de comunicação, a imprensa tradicional é a principal fonte de informações durante a pandemia.

No Brasil 85% dos entrevistas temiam receber fake news sobre a doença nas redes sociais e a credibilidades dos veículos de comunicação chegava até ao triplo de outras fontes.

OVALE é prova disso.

OVALE nunca foi tão lido, independentemente da plataforma, e tem, consecutivamente, batido recordes de alcance e visualização nas plataformas digitais e redes sociais.

Só em março, até o dia 27, são mais de 12 milhões de visualizações -- a RMVale, por exemplo, tem 2,5 milhões de habitantes.

O engajamento de OVALE é o dobro de todos os concorrentes somados e o triplo do segundo colocado. Traduzindo: é o jornal mais compartilhado da região.

"Apesar das estultices do presidente da República, que reiteradamente não só tem atacada a imprensa, mas também suavizado, de forma deliberada, irracional e até mesmo insana, os efeitos em relação à epidemia de covid-19, os veículos de imprensa profissional têm sido avaliados pela ampla maioria da sociedade como o meio mais eficaz e confiável para se obter informação prestativa e de qualidade", afirmou o diretor-presidente de OVALE, Fernando Salerno.

"Há, ainda, infelizmente, uma parcela da população que por força do desconhecimento e/ou de interesses privados em detrimento do interesse público, tem disseminado conteúdos distorcidos e falsos cuja única barreira intransponível se dá por força desse mesmo jornalismo profissional, ético e desatrelado de governos e facções político-partidárias e, por fim, comprometido com a verdade real dos fatos. Esse jornalismo praticado por OVALE e pelas demais empresas tradicionais de comunicação é indispensável à democracia", complementou.

RESPONSABILIDADE.

Além de informar com credibilidade, OVALE cumpre ainda o papel de conscientizar.

Após iniciar nesta semana a distribuição diária de 350 exemplares gratuitos em unidades de saúde de São José dos Campos (Hospitais Clínicas Sul, Pio 12, Municipal, Santa Casa, Regional, Policlin, Vivalle e na Clínica São José), o jornal faz neste fim de semana uma ação inédita.

Em uma parceria com os principais supermercados do município (Pão de Açúcar, Oba, Spani, Villareal, Extra, Big Vale Sul e Pague menos), disponibilizando 4.000 exemplares desta edição especial do Documento OVALE, dedicado integramente à guerra contra o novo coronavírus.

PONTOS DE ENTREGA

SUPERMERCADOS

Pão de Açúcar (Colinas e Aquarius), Extra (Colinas e DCTA), Villareal (Ema e Urbanova), Oba (Aquarius).

OUTRAS UNIDADES

Big Vale Sul, Spani (Jardim Alvorada e Vista Verde), Pague Menos (9 de Julho, Aquarius e na avenida Nelson D'Avila).

HOSPITAIS

Municipal (Vila Industrial), Vivalle, Policlin, Santa Casa, Hospital Regional, Clínica São José, Pio 12 e Hospital Clínicas Sul.

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