'Gripezinha' foi ponto de inflexão e abriu guerra 'Doria-Bolsonaro'

Após crítica do governador, ao responder questionamento de OVALE, presidente partiu para um ataque direto e chamou tucano de 'lunático', dando início ao conflito entre estados e Planalto. Ontem, eles tiveram nova discussão

Da redaçã[email protected] | @jornalovale

Uma 'guerra fria', então caracterizada por críticas indiretas, cedeu terreno e tornou-se um confronto aberto, duro e frontal, à baioneta, nas trincheiras da batalha contra a pandemia do novo coronavírus.

A escalada na tensão entre o Palácio dos Bandeirantes e do Planalto, que alçou João Doria (PSDB) ao papel de antagonista e contraponto do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), teve seu ponto de inflexão no último fim de semana.

Questionado por OVALE, em entrevista coletiva na tarde de sábado, o governador paulista criticou o chefe do Executivo brasileiro, que havia se referido, um dia antes, ao coronavírus como uma 'gripezinha'.

Se dizendo triste e decepcionado, o tucano deu uma declaração forte, afirmando que os governadores estavam fazendo o papel que Bolsonaro não 'conseguia fazer'.

"Fico muito triste que não tenhamos nesse momento uma liderança no país para orientar os brasileiros, acalmar os brasileiros, tomar atitudes corretas, liderar suas equipes de trabalho, para tomar decisões corretas e que atendam expectativas da população. Minha fala é sem nenhum viés político, ideológico ou partidário, mas como brasileiro. Na ausência dessa liderança, nós em São Paulo, os outros governadores de seus respectivos estados, prefeitos e prefeitas dos municípios, estamos cumprindo a obrigação, fazendo o que deve ser feito, aquilo que o presidente não consegue", declarou Doria ao questionamento feito pelo editor de Conteúdo de OVALE, Caíque Toledo.

REPERCUSSÃO.

As palavras de Doria, que evidenciaram o descontentamento de governadores com o Palácio do Planalto, alcançaram grande repercussão entre a imprensa nacional, sendo destaque entre os principais veículos de comunicação do país.

Ainda no fim de semana, após dois filhos postarem mensagens críticas ao governador, Bolsonaro partiu para o ataque e xingou o tucano de 'lunático'.

Na segunda-feira, pressionado, Bolsonaro amenizou o tom das declarações e buscou o contato com governadores -- antes havia acusado eles de serem 'exterminadores de empregos'. Trégua?

A OVALE, Doria disse que o Brasil precisava de união e não de 'luta livre'. "Eu peço ao presidente que tenha discernimento, capacidade e serenidade para agregar pessoas e não desagregar pessoas", afirmou.

Na manhã desta quarta, o presidente voltou à ofensiva: disse que Doria era demagogo e estava fazendo política de olho em 2022. Meia hora depois, durante teleconferência, o embate atingiu o seu ápice. Até aqui..

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